A dançar nos palcos de Portugal e do mundo

É a Agatha Ruiz de la Prada da dança, tal é a multiplicidade e a vivacidade das cores. Micaela Larisch, designer, natural de Coimbra, resolveu apostar todas as suas energias criativas nas roupas e acessórios de dança e tornou-se, em pouco mais de década e meia, numa das maiores referências nacionais no sector.

23 de novembro de 2012 às 15:00
Primeiro Emprego, Ballet, Micaela Larisch Foto: Nuno Fernandes Veiga
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Quando acabou o curso de Estilismo, no Porto, em 1995, começou, por vocação e por necessidade, a fazer vestuário de dança e a vender para lojas. Até que, por altura do Natal, pediram--lhe para desenhar o guarda--roupa para um espectáculo de ballet numa escola. Correu bem, deu-se o ‘passa-palavra’ e daí à criação da marca foi um saltinho. "As coisas, penso eu, acontecem sempre por uma qualquer necessidade. No meu caso, precisava de trabalhar e fui propondo às lojas até conseguir juntar um número mínimo de clientes que me permitissem criar a minha marca e abrir a empresa", explica Micaela, lembrando sempre que "os sucessos são sempre fruto de muito trabalho".

No ano 2000 criou a ‘Micaela Larisch Design’, em Leça da Palmeira. Apesar de sediada no Norte, não demorou muito a conquistar mercado em todo o País.

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Em termos de internacionalização, o primeiro mercado, por razões óbvias, foi Espanha, mas, a partir de 2007, muitas fronteiras se abriram.

"Quando senti que estava preparada para dar resposta a mercados de grande exigência, comecei a participar na principal feira de dança do mundo, que é a ‘Danza in Fiera’, em Florença, que realmente abriu muitas portas e permitiu que começasse a exportar para Itália, França, Eslovénia, Bélgica, Grécia e Reino Unido, entre outros países", explicou Micaela Larisch.

Sublinhando que "as coisas têm corrido bem", em termos de internacionalização, a estilista adverte para a necessidade de constante inovação, tanto ao nível do design como dos materiais.

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"Há sempre coisas novas, tecidos que se adaptam melhor a determinadas situações e nós temos de estar muito atentos", afirma Micaela, dando como exemplo as roupas de treino de bailarinos profissionais.

"No caso dos profissionais, o fundamental é que eles se sintam bem, que a roupa lhes proporcione conforto. E o facto de fazermos as roupas de aquecimento e treino para um cada vez maior número de bailarinos profissionais é o grande reconhecimento da qualidade do nosso trabalho", afirma.

Mas a maioria do trabalho continua a surgir das escolas, para as aulas de ballet e para os espectáculos das festas de Natal e fim-de-ano. "Apostamos em soluções personalizadas, fora do standard, e as pessoas - pais, professores e as próprias crianças -, costumam apreciar muito essa exclusividade", diz Micaela Larisch.

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Este ano, fruto das dores de crescimento (afinal a equipa já é de nove pessoas), a empresa teve de mudar de instalações, passando para a vizinha Santa Cruz do Bispo. O objectivo é servir cada vez melhor os clientes.

E há máximas bem definidas: encontrar soluções adaptáveis ao orçamento, fazer do mais simples ao mais sofisticado e entregar no prazo máximo de três semanas. n

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