Abrandamento da economia no primeiro trimestre é inevitável, segundo barómetro CIP/ISEG

Barómetro projeta um crescimento para a totalidade do ano entre 1,8% e 2,2%.

06 de março de 2026 às 09:10
Dinheiro Foto: Getty Images
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O abrandamento do crescimento da economia portuguesa, em cadeia, no primeiro trimestre deste ano é "inevitável", segundo o Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG, que projeta um crescimento para a totalidade do ano entre 1,8% e 2,2%.

O barómetro divulgado, esta sexta-feira, aponta para um desempenho mais modesto da economia portuguesa no primeiro trimestre de 2026, face aos 0,9% registados no último trimestre do ano passado.

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Segundo Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, citado em comunicado, "à tendência de moderação de atividade nos setores da produção industrial, nos serviços e no retalho que vem sendo observada desde novembro, acresce o impacto da interrupção de atividade num número significativo de indústrias e explorações agropecuárias afetadas pelos eventos climáticos extremos que assolaram o território de Portugal".

Por outro lado, "a evolução muito positiva do mercado de trabalho e a execução dos fundos do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] deverão continuar a sustentar a procura interna neste trimestre", salientou.

Já para o conjunto de 2026, a previsão da CIP/ISEG é de um crescimento da economia entre 1,8% e 2,2%.

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O Governo projetou, no Orçamento do Estado para 2026, um crescimento de 2,3% este ano.

Neste barómetro, é também feito o alerta para os reflexos que o conflito que opõe os Estados Unidos da América e Israel ao Irão está a provocar, "quer nos preços dos produtos petrolíferos, quer nos custos dos transportes à escala mundial, nomeadamente o transporte marítimo".

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