Ações do BPI deixam de integrar o PSI20

Comunicado foi dado pela Euronext.

10 de fevereiro de 2017 às 07:43
Foto: Direitos Reservados
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O BPI vai deixar de figurar no principal índice da bolsa portuguesa (PSI20), depois de o CaixaBank ter ficado com 84,5% no capital do banco no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a entidade portuguesa.

"A Euronext comunica que, na sequência dos resultados alcançados na Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank sobre o BPI, e face à informação disponível à data, foi decidida a exclusão das ações do Banco BPI do índice PSI20", anunciou na quarta-feira à noite a gestora da bolsa portuguesa.

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Assim, o principal índice da bolsa vai passar a contar apenas com 17 empresas cotadas: Altri, BCP, Corticeira Amorim, CTT, EDP, EDP Renováveis, Galp, Jerónimo Martins, Montepio, Mota-Engil, Nos, Pharol, REN, Semapa, Sonae, Sonae Capital e The Navigator Company.

Na sequência de OPA lançada já em 2016 pelo CaixaBank, soube-se na quarta-feira que o grupo financeiro catalão passou a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI, num investimento total de 644,5 milhões de euros.

De fora ficou cerca de 15% do capital, cujos acionistas não aceitaram a proposta do grupo bancário espanhol por 1,134 euros por ação. Esta percentagem inclui já a seguradora Allianz, que manteve a sua posição (cerca de 8%).

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O líder do Caixabank, Gonzalo Cortázar, disse na quarta-feira, numa conferência de imprensa em Lisboa, que tem a "intenção de manter o banco cotado" em bolsa (no índice geral, Euronext Lisboa Geral), pelo menos para já.

"A médio e longo prazo se a liquidez for um problema temos que ver como resolver", afirmou o responsável espanhol.

Na quinta-feira, a última sessão em que esteve cotado no PSI20, os títulos do BPI fecharam a desvalorizar 12,38% para 0,92 euros, abaixo do preço oferecido na OPA.

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