Alves Ribeiro: Um império sólido que foi construído com discrição

O seu nome é conhecido pela construção, mas os interesses mais relevantes concentram-se sobretudo no setor imobiliário.

22 de agosto de 2014 às 23:25
Alves Ribeiro, mais ricos, império, construção, imobiliário
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Ranking: 6.º

Riqueza: 675,4 milhões

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Património: Alves Ribeiro Construção (100%), Mundicenter (85,8%), Banco Invest (100%), Alrisa (100%), Centro Comercial de Alvalade (100%)

Os negócios da família foram iniciados por Artur Fernandes Alves Ribeiro em 1931. Até aos anos 50, funcionava com o nome próprio, apesar de em 1941 ter sido constituída a Alves Ribeiro Construções. Começou pela construção de estradas, arruamentos e esgotos, e os primeiros clientes foram a Câmara de Lisboa e a Junta Autónoma das Estradas (hoje Estradas de Portugal). As primeiras obras foram as pavimentações das avenidas Almirante Gago Coutinho e Almirante Reis, em Lisboa, e do Aeroporto de Lisboa.

Em meados dos anos 1950, dois dos quatro filhos, Vítor Silva Ribeiro e José Alves Ribeiro, entraram para as empresas e deram continuidade à gestão nos anos 70, tendo estado ligados ao início da construção da Urbanização Colina do Sol, na Amadora, e ao complexo das Amoreiras. As filhas Maria Odete e Maria de Lurdes não tiveram papel relevante na gestão.

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Hoje, o grupo mantém os negócios na construção e obras públicas mas a crise fez com que a dimensão da empresa tenha diminuído e que 61% dos negócios sejam feitos no exterior, nomeadamente em Angola e no Brasil. A Alves Ribeiro Construções viu

o volume de negócios cair de 281 milhões em 2011 para 176,6 milhões em 2013.

Um dos principais negócios é o imobiliário e a gestão de centros comerciais. Através da Alrisa, detém a propriedade e gestão de 26 imóveis em Lisboa, como a Torre 1 das Amoreiras, e edifícios nas avenidas da República, Miguel Bombarda, João Crisóstomo, Forças Armadas e Praça

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de Alvalade.

Quanto aos centros comerciais, a Mundicenter, fundada em 1983, tem sete espaços: Amoreiras, Spacio Shopping, Oeiras Parque, Braga Parque, Strada Shopping & Fashion Outlet, Campus S. João e Arena Shopping. E ainda o Amoreira Square (escritórios). À medida que a terceira geração - são cerca de uma dúzia os gestores da família - tomou conta das empresas, o grupo entrou em novas áreas de negócio, como a área financeira (Banco Invest) e as parcerias público-privadas, com participações nas Scutivias - A23 e Autoestradas do Baixo Tejo.

Tem ainda a Motor-Park, na área do comércio automóvel. Devido às ligações da família com os jesuítas, lançaram em 2007 as bases do que viria a ser o Colégio Pedro Arrupe, na zona da Expo.

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