Argentina ainda não chegou a acordo e está muito perto da "falência"
País não conseguiu chegar a acordo com os credores. (Atualizado às 23h44)
O ministro da Economia argentino, Axel Kiciloff afirmou esta quarta-feira à noite que o país ofereceu ao grupo de credores holdout os mesmos termos de pagamento que tinha acordado com os outros credores para restruturar as obrigações, mas as holdouts recusaram a oferta.
As holdouts, um grupo de fundos de investimento que compraram as obrigações com um grande desconto no rescaldo da falência de 100 mil milhões de dólares da Argentina em 2002, também se recusaram a pedir a um tribunal dos estados Unidos para ordenar o pagamento a outros credores.
Estes comentários do ministro surgem após dois dias de intensas conversações entre a Argentina e os fundos de investimento de risco.
Não conseguindo cumprir a ‘deadline’ de 30 de julho para pagar as obrigações transacionadas, prevê-se que o país caia em falência pela segunda vez em 12 anos.
A agência de notação financeira Standard & Poors já tinha anunciado esta quarta-feira que a dívida argentina tinha entrado em "default" seletivo, o que significa que o governo daquele país se tinha mostrado indisponível para pagar parte das dívidas aos credores.
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