‘Arranjos’ escondidos

O antigo elemento da Comissão de Reavaliação das Parcerias Público-Privadas, que abandonou o órgão em Março de 2011 por falta de informação, acredita que a dificuldade de conhecer os negócios entre o Estado e o sector privado tinha como objectivo impedi-lo de descobrir "arranjinhos".

30 de maio de 2012 às 01:00
parcerias, parlamento, avelino de jesus Foto: Pedro Elias
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"Do meu ponto de vista, tendo a suspeitar que o não fornecimento de informações a que assisti podia ter na base impedir que pudesse ter acesso a alguns desses arranjinhos", disse ontem Avelino de Jesus, na Comissão de Inquérito às Parcerias Rodoviárias e Ferroviárias.

Sem apontar casos concretos, o professor do Instituto Superior de Economia e Gestão diz que "há, de facto, a suspeição de que essas situações sejam reais em função da persistência na negação das informações", que chegavam "a conta-gotas". Avelino de Jesus afirmou que "o principal entrave" esteve na secretaria de Estado do Tesouro do anterior Governo. Para o professor, as PPP "permitem um endividamento escondido" e o Estado "não está preparado para negociar em igualdade de circunstâncias" com os privados estes contratos, pelos quais os políticos deveriam ser responsabilizados.

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