Aumento das pensões custa quase mil milhões de euros
Pensões mais baixas, até 1074 euros, devem ser atualizadas em torno de 3,3%.
A despesa com pensões vai aumentar quase mil milhões de euros no próximo ano, calcula do governo no Orçamento do Estado para 2027, entregue esta quinta-feira na Assembleia da República. De acordo com a proposta, "na estimativa de despesa com pensões considerou-se a atualização regular nos termos da Lei". Na apresentação pública, o ministro das Finanças admitiu novo extra para pensionistas no próximo ano, caso haja folga orçamental.
O Governo prevê gastar 26,4 mil milhões de euros com as pensões de velhice, o que traduz um crescimento de 3,9%, ainda segundo o documento. Quanto ao valor propriamente dito de aumento, ainda não é conhecido mas tudo indica que poderá atingir 3,3% nas pensões até 1074 euros, tendo em conta a taxa de inflação de setembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), os componentes da fórmula de atualização anual das pensões. Ou seja, cerca de 90% dos pensionistas deverão ter aumentos acima da inflação. Segundo projeções do Público, a subida será de 2,87% para o segundo escalão (de 1074 euros a 3223 euros), e de 2,62% para o terceiro (acima de 3223 e até 6 446 euros euros). Pensões superiores a 6 446 euros, à semelhança de anos anteriores, não serão atualizadas.
O governo já avançou, no entanto, que o Complemento Solidário para Idosos (CSI) irá aumentar 50 euros no próximo ano para 720 euros. Trata-se de um apoio pago mensalmente aos idosos de baixos recursos, com idade igual ou superior à idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral da Segurança Social.
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