Avaliação das casas atinge novo recorde. Grande Lisboa continua a registar os preços mais elevados do País
Índice de preços à habitação aumentou 140% entre 2016 e 2025, segundo o Banco de Portugal.
Os avaliadores de imóveis continuam, mês após mês, a valorizar as casas que visitam com vista à concessão de crédito bancário. Em fevereiro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 2 122 euros por metro quadrado, mais 17 euros que o observado no mês anterior, e uma variação de 17,2% face ao período homólogo, um novo recorde.
A Península de Setúbal registou o aumento mais expressivo, quer face ao mês anterior (1,9%) quer em comparação com o período homólogo de 2025, não se tendo observado qualquer redução, sublinha o INE. Nos apartamentos, a avaliação fixou-se em 2 478 euros/m2, superior em 21,9% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3 298 euros/m2) e no Algarve (2 856 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1 477 euros/m2 e 1 612 euros/m2 respetivamente). Já nas moradias, o valor foi de 1 529 euros/m2, o que representa um acréscimo de 13,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O crédito bancário está, no entanto, cada vez mais fora do alcance de quem tem salários medianos, com o índice de preços na habitação a aumentar 140% entre 2016 e 2025. A conclusão é do banco de Portugal que, numa análise à acessibilidade da habitação em Portugal, verificou que o peso da prestação da casa supera 40% do rendimento mediano. Mas o arrendamento não é muito melhor. Segundo o BdP, "a acessibilidade via arrendamento reduziu-se, com o peso destes encargos no rendimento mediano a passar de 36% em 2019 para 47% no início de 2025.”
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