Azeite resiste à escalada de preços dos alimentos

Enquanto a cesta de alimentos essenciais sobe, nomeadamente nos hortícolas e no peixe, o chamado ouro líquido estabiliza abaixo dos sete euros nas prateleiras dos supermercados.

05 de julho de 2026 às 01:30
Azeite continua longe do pico atingido em 2024, mas há quatro anos custava menos 2,23 euros Foto: José Gageiro
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O preço da garrafa de azeite estabilizou este ano abaixo dos sete euros e não acompanhou o ritmo da recente escalada no custo dos alimentos, segundo dados da Deco Proteste cedidos ao Correio da Manhã. Os portugueses ainda se lembram dos máximos atingidos em 2024 pelo chamado ouro líquido, quando chegou a atingir os 12 euros nas prateleiras dos supermercados. No ano passado, o preço do azeite teve uma redução drástica, em torno dos 40%. Para alívio dos consumidores, a tendência mantém-se e este ano a garrafa de 75 centilitros de azeite virgem extra, um dos produtos cujo preço é monitorizado semanalmente pela Deco Proteste, só por uma vez esteve acima dos sete euros. Atualmente, está nos 6,69 euros, tendo arrancado o ano nos 6,27 euros (um aumento de 42 cêntimos). 

Enquanto outros produtos, nomeadamente os hortícolas e o peixe, têm elevado este ano o custo do cabaz, o azeite deixou de figurar na lista de produtos com maior variação de preço, num contexto em que as tempestades e a guerra no Irão contribuíram para a escalada dos alimentos. Desde o início do ano, a cesta composta por 63 produtos essenciais já aumentou 11,81 euros. Em janeiro de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia, era possível comprar o mesmo cabaz por menos 65,93 euros. Nessa altura, a garrafa de azeite virgem extra custava 4,46 euros, o que significa que, face há quatro anos, o azeite está 2,23 euros mais caro.

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Produção

Na fase de produção, o preço do azeite encareceu 10 cêntimos por litro nos primeiros quatro meses do ano, passando de 6,36 euros para 6,46 euros, segundo dados do Observatório dos Preços.

Maiores aumentos no cabaz alimentar

O arroz carolino (atualmente a custar 1,77 euros), o peixe espada preto (11,65 euros), a dourada (9,52 euros) e a couve coração (1,76 euros) já aumentaram mais de 20% desde o início do ano, de acordo com o levantamento da Deco Proteste.

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