Banco pretendia edifício da Lanalgo para sede

Um dos bancos envolvidos na ‘Operação Furacão’ quis comprar o edifício da Lanalgo para aí construir a sua sede. A sua localização privilegiada na Baixa Lisboeta fez com que os responsáveis da instituição bancária fizessem uma aproximação ao primeiro comprador, a empresa Tayama Investments Limited, sediada num ‘off-shore’.

17 de dezembro de 2006 às 00:00
Banco pretendia edifício da Lanalgo para sede Foto: Arquivo CM
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Segundo o jornal ‘Público’, o juiz de instrução do 5.º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu levar a julgamento quatro funcionários da Administração Fiscal, um empresário e dois leiloeiros. Entre os acusados consta um ex-chefe de Finanças, Bertolino Figueira, que protagonizou um caso caricato no 3.º Bairro ao barricar-se dentro da repartição de Finanças.

Recorde-se que a Lanalgo, uma das mais prestigiadas lojas de pronto-a-vestir da Baixa, foi à falência após vários negócios ruinosos realizados pela família que controlava o estabelecimento, o que motivou uma queixa dos trabalhadores junto da Polícia Judiciária.

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Decretada a falência, o imóvel da Rua Augusta era o único activo da empresa, tendo gerado muita cobiça entre instituições financeiras, construtores civis e mediadores imobiliários.

Avaliado em cinco milhões de euros, o prédio acabou por ser vendido, em negociação directa, por 450 mil euros à Tayama Investments Limited, uma empresa com sede num ‘off-shore’, o que levantou suspeitas à PJ.

Foi Maria José Morgado, responsável, na altura, pelo combate ao crime económico na Judiciária, que mandou investigar os funcionários do Fisco que intervieram na venda do imóvel que entretanto foi impugnada pelos trabalhadores e anulada pelo Tribunal Central Administrativo.

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No dia 18 de Julho de 2005 realizou-se, finalmente, o leilão do edifício da Lanalgo, que foi adquirido por 2,6 milhões de euros por um anónimo.

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