Bancos: Chumbada taxa sobre transacções financeiras
Os bancos escaparam esta terça-feira à introdução de uma taxa sobre transações financeiras, com os ministros das Finanças da União Europeia a não chegar a acordo sobre a medida, que visava reparar os danos da crise financeira nas contas públicas.
"É difícil ver como, na prática, o imposto sobre transacções financeiras iria funcionar", justificou o chanceler do Tesouro britânico, George Orsborne no final da reunião dos ministros das Finanças, em Bruxelas, citado pela imprensa internacional.
"Tem sido discutido há várias décadas e acredito que continuará a ser discutido por muitas mais", acrescentou.
A chanceler alemã Angela Merkel, com o apoio de França, propôs a introdução de uma taxa aplicável às transacções financeiras que compensasse os danos causados nos cofres dos países pela crise financeira.
Os ministros discutiram duas formas de cobrança deste imposto: a incidir sobre todas as transações financeiras ou, em alternativa, sobre os lucros das instituições financeiras e remunerações distribuídas.
Os ministros não iriam aceitar um imposto que "destrói a máquina que irá sustentar o crescimento futuro", disse o ministro finlandês Jyrki Katainen.
Michel Barnier, o comissário europeu para os serviços financeiros considerou que o debate desta terça-feira no seio do Ecofin foi "encorajador."
A Suécia, por seu turno, opondo-se igualmente a uma taxa europeia aplicável a transacções financeiras alertou para o facto das empresas do sector, caso esta fosse introduzida, simplesmente iriam optar por regimes mais favoráveis em outros locais do mundo.
"Não queremos um novo imposto sobre transações", disse o ministro das Finanças Anders Borg, citado pela imprensa internacional.
"Pensamos que teria efeitos negativos para as receitas fiscais", disse o ministro sueco, numa intervenção que os analistas já consideraram prejudicial para a aprovação da taxa, uma vez que a Suécia foi um dos primeiros países a taxar os seus bancos.
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