Bancos obrigados a corrigir preços

Banco de Portugal obriga a mexer em mais de uma centena de alterações aos preços.

10 de outubro de 2017 às 01:30
Comissões cobradas pelos bancos têm de ser públicas e acessíveis Foto: João Cortesão
bancos, clientes, comissões, serviços bancários, internet Foto: Mariline Alves
COMISSÕES, BANCO, REGRAS Foto: Getty images

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Uma em cada cinco tabelas de preços dos bancos tiveram de ser corrigidas no primeiro semestre deste ano, depois da fiscalização do Banco de Portugal (BdP). O número foi ontem revelado pelo regulador na síntese de atividade de supervisão Comportamental.

O banco recebeu, de janeiro a junho, 581 alterações aos preçários de 95 entidades financeiras, 326 das quais relativas a cobranças de comissões e despesas, tendo ordenado a correção em 119 casos. Os bancos são obrigados a comunicar ao regulador sempre que alterem preços ou condições nos preçários. No final de junho, estavam publicados no Portal do Cliente Bancário 110 folhetos de comissões de despesas.

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A cobrança de comissões foi a matéria mais reclamada nos primeiros seis meses do ano, período em que foram recebidas 7603 queixas, mais 7,5% do que em igual período de 2016.

E são os preços praticados nas contas à ordem, as mais utilizadas no sistema financeiro, que lideram as queixas dos clientes. O banco CTT está no topo da tabela de reclamações das contas de depósitos, enquanto o Santander Totta é o banco com mais queixas no que diz respeito ao crédito hipotecário, mostram os números.

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A entidade liderada por Carlos Costa instaurou, a partir destas queixas de consumidores, 37 processos de contraordenação a 17 instituições financeiras.

"Reduzir o malparado é fundamental"  

Carlos Costa fez ontem a abertura do XXVII Encontro de Lisboa entre bancos centrais dos países de língua portuguesa, tendo dedicado a intervenção à União Bancária europeia, processo ainda por concluir.

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Contas ‘low cost’ crescem 26,7%

O Banco de Portugal regista quase 40 mil contas de serviços mínimos - pagam, no máximo, 5,57 euros anuais. Estas contas ‘low cost’ revelam um crescimento no primeiro semestre de 26,7%  face a igual período de 2016.

A maioria resulta da conversão de contas de depósitos à ordem.

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