Bancos obrigados a corrigir preços
Banco de Portugal obriga a mexer em mais de uma centena de alterações aos preços.
Uma em cada cinco tabelas de preços dos bancos tiveram de ser corrigidas no primeiro semestre deste ano, depois da fiscalização do Banco de Portugal (BdP). O número foi ontem revelado pelo regulador na síntese de atividade de supervisão Comportamental.
O banco recebeu, de janeiro a junho, 581 alterações aos preçários de 95 entidades financeiras, 326 das quais relativas a cobranças de comissões e despesas, tendo ordenado a correção em 119 casos. Os bancos são obrigados a comunicar ao regulador sempre que alterem preços ou condições nos preçários. No final de junho, estavam publicados no Portal do Cliente Bancário 110 folhetos de comissões de despesas.
A cobrança de comissões foi a matéria mais reclamada nos primeiros seis meses do ano, período em que foram recebidas 7603 queixas, mais 7,5% do que em igual período de 2016.
E são os preços praticados nas contas à ordem, as mais utilizadas no sistema financeiro, que lideram as queixas dos clientes. O banco CTT está no topo da tabela de reclamações das contas de depósitos, enquanto o Santander Totta é o banco com mais queixas no que diz respeito ao crédito hipotecário, mostram os números.
A entidade liderada por Carlos Costa instaurou, a partir destas queixas de consumidores, 37 processos de contraordenação a 17 instituições financeiras.
"Reduzir o malparado é fundamental"
Carlos Costa fez ontem a abertura do XXVII Encontro de Lisboa entre bancos centrais dos países de língua portuguesa, tendo dedicado a intervenção à União Bancária europeia, processo ainda por concluir.
Contas ‘low cost’ crescem 26,7%
O Banco de Portugal regista quase 40 mil contas de serviços mínimos - pagam, no máximo, 5,57 euros anuais. Estas contas ‘low cost’ revelam um crescimento no primeiro semestre de 26,7% face a igual período de 2016.
A maioria resulta da conversão de contas de depósitos à ordem.
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