Correio da Manhã

Bancos emprestam 919 milhões de euros para compra de casa em julho
Foto Pedro Catarino
Bancos emprestam 919 milhões de euros para compra de casa em julho
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Foto CMTV
Bancos emprestam 919 milhões de euros para compra de casa em julho
Por Lusa | 13:52
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Face aos 682 milhões de euros de empréstimos à habitação concedidos no mesmo período em 2017, registou-se um aumento homólogo de 34,8%.

Os empréstimos concedidos pelos bancos para habitação totalizaram 919 milhões de euros em julho, com juros médios mais baixos e no mês em que entraram em vigor as novas regras do Banco de Portugal (BdP), divulgou esta terça-feita o supervisor.

O valor emprestado pelos bancos para a compra de casa recuou 71 milhões de euros em julho face aos 990 milhões de euros de junho - mês em que foi atingido o valor mais alto dos últimos oito anos - mas foi, ainda assim, o segundo valor mensal mais elevado desde o início do ano.

Face aos 682 milhões de euros de empréstimos à habitação concedidos em julho de 2017, registou-se um aumento homólogo de 34,8%.

Nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu dez pontos base, para 1,35%, o que corresponde a um novo mínimo da série.

Em julho entraram em vigor as novas regras do Banco de Portugal que criam restrições à concessão de novos créditos à habitação e ao consumo, estabelecendo, por exemplo, que as famílias apenas podem gastar metade do seu rendimento com empréstimos bancários.

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Apesar de não serem de cumprimento obrigatório, os bancos que não as cumprirem têm de explicar ao supervisor porque não o fizeram.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, avisou em maio, no parlamento, que se os bancos não respeitarem as regras poderão passar de recomendações a ordens vinculativas.

Nos primeiros sete meses do ano foram já emprestados 5,693 mil milhões de euros para compra de casa.

No final de julho, o 'stock' de crédito à habitação na carteira dos bancos ascendia a 92.857 milhões de euros, o valor mais elevado desde março (92.937 milhões de euros).

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No que se refere ao crédito ao consumo, foram efetuadas em julho novas operações no valor de 387 milhões de euros, menos 32 milhões de euros face aos 419 milhões de euros de junho, mas mais 58 milhões de euros do que no mês homólogo. O 'stock' de crédito ao consumo na carteira dos bancos ascendia a 31 de julho deste ano a 14.602 milhões de euros, o nível mais alto desde fevereiro de 2012 (14.622 milhões de euros).

Já os novos empréstimos para outros fins ascenderam a 143 milhões de euros em julho, menos três milhões de euros do que no mês anterior e menos 19 milhões de euros face ao período homólogo.

Em julho, a taxa de variação anual (tva) dos empréstimos concedidos pelos bancos a particulares (habitação) aumentou uma décima em relação ao mês anterior, fixando-se nos -1,0%.

No mesmo mês, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras apresentaram uma tva de -0,6%, valor igual ao observado no mês anterior.

Os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 143,1 mil milhões de euros no final de julho de 2018, refletindo uma taxa de variação anual de 2,0%. Este indicador diminuiu 0,7 pontos percentuais face a junho.

Também segundo o BdP, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras foi de 2,37% em julho, o que representa um aumento de um ponto base face ao mês anterior.

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"Este aumento refletiu a subida, em dois pontos base, da taxa de juro das operações abaixo de um milhão de euros, para 2,68%, parcialmente compensado pelo maior peso das operações acima de um milhão de euros, que apresentaram uma taxa de juro média inferior, de 2,04% (1,97% em junho)", refere.

No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 7,07% (7,0% em junho) e 3,91% (3,62% em junho).

A taxa de juro média dos novos depósitos até um ano de sociedades não financeiras fixou-se em 0,14%, subindo três pontos base face ao mês anterior, enquanto nos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano foi de 0,13%, um novo mínimo histórico da série.

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