Bancos mais atentos a sinais de incumprimento nos pagamentos de crédito à habitação
Mais processos abertos em 2025 mas em mais de 60% dos casos foram concluídos por não haver risco.
Os bancos abriram cerca de 67 mil processos por mês, o ano passado, por suspeitas de risco de incumprimento no pagamento das prestações de crédito à habitação ou alertados para dificuldades financeiras pelos próprios cliente. O Banco de Portugal atribui o aumento de quase 9% em 2025, face ao ano anterior, "a um reforço da identificação precoce de situações de risco de incumprimento pelas instituições de crédito".
O Banco de Portugal contabiliza a abertura de 801 780 contratos de Plano de Ação para ao Risco de Incumprimento (PARI) em 2025, envolvendo uma dívida de quase 20 milhões de euros, no âmbito do acompanhamento que os bancos devem fazer dos clientes com créditos. No entanto, conclui a instituição no Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito, em mais de 60% dos casos, os processos foram concluídos por "inexistência de risco de incumprimento".
Por outro lado, apesar do aumento de processos, apenas em 0,1% dos casos foi acordada a renegociação do contrato. Os restantes cerca de 230 mil processos foram concluídos sem o acordo entre cliente e entidade bancária, ainda segundo dados do BdP.
Já o número de processos abertos por incumprimento efetivo, voltaram a baixar o ano passado, reduzindo-se de uma média mensal de 8165 em 2024 para 7846 em 2025. "A regularização das situações de incumprimento ocorre predominantemente através do pagamentos dos montantes em mora, o que evidencia o papel determinante do comportamento do cliente na sua resolução", aponta a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt