BCE apela à banca que monitorize o risco devido à guerra no Médio Oriente

Claudia Buch apelou ao setor bancário para que vigie a sua exposição aos setores mais vulneráveis.

18 de março de 2026 às 17:32
BCE apela à banca que monitorize o risco devido à guerra no Médio Oriente Foto: Getty Images
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A presidente do Conselho Único de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Claudia Buch, apelou esta quarta-feira ao setor bancário para que vigie a sua exposição aos setores mais vulneráveis à incerteza gerada pelo conflito no Médio Oriente.

Numa audiência na Comissão dos Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, a responsável pela supervisão bancária assegurou que as instituições europeias enfrentam este aumento da incerteza geopolítica com "níveis sólidos de capitalização" e sem sinais significativos de deterioração da qualidade dos ativos.

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No entanto, alertou para a existência de "pontos de vulnerabilidade" em setores como o imobiliário comercial ou o dos empréstimos a Pequenas e Médias Empresas (PME) e sublinhou que "os bancos têm de monitorizar as suas exposições a setores e mutuários vulneráveis a riscos externos".

"O conflito no Médio Oriente é um exemplo claro que acrescenta incerteza às perspetivas económicas e poderá ter um impacto negativo na qualidade do crédito que se manifestará mais tarde, isto tem de ser monitorizado com muito cuidado", afirmou Buch.

Neste sentido, salientou que os bancos europeus não têm problemas em cumprir os requisitos de capital decorrentes da aplicação das normas internacionais de Basileia III e apelou a que a manutenção desse cumprimento fosse mantida como uma prioridade.

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"Bancos adequadamente capitalizados e mais resilientes podem responder melhor a riscos em evolução", afirmou a responsável pela supervisão, sublinhando que tal os coloca numa posição mais favorável para assumir riscos e manter o fluxo de crédito para a economia em momentos de tensão.

Buch recordou que os riscos aumentaram, uma vez que as tensões comerciais e a incerteza macroeconómica podem transitar para o setor bancário, ao mesmo tempo que um crescimento mais fraco e o aumento da incerteza poderão reduzir a procura de crédito, aumentar as perdas de crédito e colocar o capital bancário sob pressão.

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