BCP falha OPA
Os accionistas só disponibilizaram ontem 30 milhões de acções do BPI, o que votou ao fracasso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do BCP sobre o banco liderado por Fernando Ulrich, que se iniciou há mais de um ano.
Foram recebidas ordens de venda de 30 milhões de acções, isto é, relativas apenas a 3,9 por cento do capital do banco, muito longe dos 82,5 por cento necessários.
O resultado da operação em Bolsa não surpreendeu ninguém, uma vez que eram conhecidas as posições dos principais accionistas do BPI. O conselho de administração daquele banco rejeitou a 26 de Março a oferta do BCP, considerando o preço “totalmente inaceitável”.
Uma posição manifestada dois dias depois de o BCP ter oferecido sete euros por acção, mais 1,30 euros do que a proposta anterior.
A administração do BCP reafirmou ontem, num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que a aquisição do BPI “permitia a criação de valor para todos os accionistas de ambas entidades, dando origem a uma instituição financeira de matriz portuguesa com dimensão relevante no contexto europeu”.
O banco liderado por Paulo Teixeira Pinto fechou ontem a perder 0,98 por cento para 3,04 euros, enquanto o BPI subiu 1,61 por cento para 6,33 euros.
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