BES ‘come’ mais 540 milhões de euros ao Novo Banco

Banco de António Ramalho quase duplica prejuízos para 400 milhões de euros até junho.

03 de agosto de 2019 às 10:54
António Ramalho e a sua equipa podem ter de subir o valor pedido ao Fundo de Resolução Foto: Vítor Chi
Novo Banco Foto: Ricardo Pereira
BES Foto: EPA

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A pesada herança dos créditos problemáticos do antigo BES continua a ter impacto na atividade do Novo Banco, que conta até junho necessidades de financiamento no valor de 540 milhões de euros para cobrir as perdas com os créditos tóxicos.

Os números, esta sexta-feira divulgados, mostram que até junho o banco de António Ramalho quase duplicou os prejuízos para 400 milhões de euros, sobretudo à conta das perdas geradas pela venda de ativos problemáticos herdados do BES. Há um ano, os prejuízos eram de 212 milhões.

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Este ano, fruto dos prejuízos de 2018, o Novo Banco pediu ao Fundo de Resolução 1149 milhões, a que se somam 792 milhões injetados antes.

A equipa de Ramalho já admite que "o montante de compensação de capital estimado nas contas do semestre é de 541 milhões". O número deverá subir até ao final do ano, já que está em marcha a venda de uma carteira de créditos VIP no valor de 3200 milhões, com perdas associadas.

Os prejuízos de 400 milhões encerram duas realidades: um banco mau com os ativos problemáticos do BES e que ditou um prejuízo de 513 milhões; e um banco desligado do passado e cuja atividade corrente gerou um lucro de 113 milhões até junho.

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Fonte da administração explica ao CM que "a redução do legado está a correr conforme planeado".

Cinco anos de queda ainda por resolver

Há cinco anos, o Banco de Portugal anunciou o colapso do BES e o nascimento do Novo Banco através de uma injeção de 4900 milhões de euros.

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O processo de insolvência arrancou em 2016 mas está longe do fim. Neste momento, decorre até setembro o prazo para a impugnação das listas de credores.

Há quase cinco mil reconhecidos, com créditos no valor total de 5 mil milhões. Mas o ativo do BES ‘mau’, que é o que será usado para ressarcir estes credores, totaliza pouco mais de 179 milhões de euros.

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