BES tinha rubrica de juros anulados a devedores, afirma Eduardo Stock da Cunha
Antigo presidente detalhou um caso de um cliente "com uma exposição importante" em que os juros eram pagos de dois em dois anos.
O antigo presidente do Novo Banco Eduardo Stock da Cunha disse esta terça-feira no parlamento que o Banco Espírito Santo (BES) tinha uma rubrica de juros anulados para cada um dos devedores, que chegava a 10 milhões de euros por ano.
"Relativamente a todos os devedores, um a um, pedi que me dissessem a realidade dessa rubrica que se chamava juros anulados. Ou seja, o Novo Banco - o seu antecessor [BES] - tinha por tradição contabilizar uma série de juros que engordavam a margem financeira, e depois quando chegava o dia eles não se verificavam e tinham que se anular", referiu o gestor, que está a ser ouvido esta tarde no parlamento.
Eduardo Stock da Cunha, ouvido esta terça-feira na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, detalhou um caso de um cliente "com uma exposição importante" em que os juros eram pagos de dois em dois anos.
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