Bolsas europeias em alta com juros das dívidas soberanas e petróleo a descer

Forte aumento dos preços da energia está a empurrar a inflação para níveis não vistos desde o início de 2023, em pleno desenvolvimento da guerra na Ucrânia.

02 de outubro de 2026 às 09:58
Bolsas europeias Foto: RONALD WITTEK/lusa
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As principais bolsas europeias abriram esta sexta-feira em alta, devido ao recuo dos juros das dívidas soberanas e dos preços do petróleo, enquanto aguardam a inflação da zona euro e o emprego dos EUA.

Às 08h50 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,37% para 628,92 pontos.

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As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,24%, 0,34% e 0,41%, enquanto as de Madrid e Milão avançavam 0,23% e 0,24%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a cair 0,33% para 9.444,90 pontos.

O euro estava em alta face ao dólar, mas mantinha-se abaixo de 1,13 dólares, mínimo desde maio de 2025, e valorizava-se 0,14% para 1,1260 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.

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Depois dos juros da dívida do Tesouro dos Estados Unidos a dez anos terem disparado na quinta-feira, empurrando os restantes juros das dívidas soberanas europeias, a sessão desta sexta-feira começou com um certo abrandamento.

Os juros da dívida dos EUA a dez anos subiam ligeiramente para 5,244%, mas abaixo do máximo alcançado de 5,3% na quinta-feira, enquanto os da dívida da Alemanha também a dez anos desciam para 3,474%.

A subida do petróleo foi outro fator determinante nas quedas dos mercados registadas na quinta-feira.

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Esta sexta-feira, o preço do contrato genérico de barril de petróleo Brent, de referência na Europa, recua 1,10% para 101,18 dólares.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos da América (EUA), também cede, 1,39% para 91,21 dólares.

No mesmo sentido, o preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, baixa 2,73% para 71,920 euros por megawatt-hora (MWh).

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Por outro lado, o ouro e a prata sobem. No caso do "metal dourado" 0,12% para 4.182,73 a onça e no caso da prata 0,21% para 61,12 dólares.

Os futuros dos índices norte-americanos registam subidas de 0,32% para o Dow Jones e de 0,45% para o tecnológico Nasdaq, depois de terem terminado na quinta-feira ambos a subirem 0,04%.

Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio caiu 1,05%, o Kospi sul-coreano avançou 0,34% e o Hang Seng de Hong Kong, descia 3,07% pouco antes do final da sessão, enquanto, como na quinta-feira, as bolsas de Xangai e Shenzhen permanecem fechadas devido a feriado.

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Na agenda macroeconómica do dia destaca-se a leitura preliminar de setembro da inflação da zona euro, cuja taxa se estima que tenha subido para máximos, em linha com o que ocorreu nas principais economias europeias, da Alemanha, França, Itália e Espanha.

O forte aumento dos preços da energia está a empurrar a inflação para níveis não vistos desde o início de 2023, em pleno desenvolvimento da guerra na Ucrânia.

Os mercados também prestam atenção às ameaças da Rússia, que elevou a retórica agressiva contra a Europa com palavras e ações, desde as ameaças de utilização de armas nucleares para defender o enclave de Kaliningrado até à expropriação temporária de ativos de empresas como a Nestlé ou a Auchan ou o aumento do gasto em defesa para 600 biliões de dólares no próximo triénio.

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Já à tarde, nos EUA, o departamento de Trabalho publicará o relatório de emprego não agrícola correspondente a setembro.

No mercado de criptomoedas, a bitcoin avança 1,87% para 85.941 dólares.

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