Bolsas europeias em alta sem referência de mercados da China nem de Wall Street
Mercados internacionais não operam devido a feriados.
As principais bolsas europeias estavam esta segunda-feira em alta ligeira, numa sessão em que previsivelmente haverá pouco volume de negociação, já que não contam com a referência dos mercados da China nem com a de Wall Street devido a feriados.
Cerca das 9h10 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,30% para 619,51 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,24%, 0,29% e 0,16%, enquanto as de Madrid e Milão se valorizavam 0,90% e 0,27%.
A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura e negociava em terreno positivo, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,13% para 9.010,96 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008, de 9.070,52 pontos, em 11 de fevereiro.
Os mercados da China, bolsas de Xangai, Shenzhen e Seul, não operam esta segunda-feira devido ao início do Ano Novo Lunar, e Wall Street não abrirá portas devido ao Dia dos Presidentes.
Na zona do euro, será conhecido esta segunda-feira o dado da produção industrial.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, caiu 0,24%, depois de o ânimo dos investidores ter esmorecido com a publicação dos dados do produto interno bruto (PIB) japonês piores do que o esperado pelo mercado.
A bolsa de Hong Kong abriu apenas meia sessão e fechou a subir 0,52%.
Wall Street fechou mista na última sexta-feira com o principal indicador, Dow Jones, a subir 0,10% embora abaixo dos 50.000 pontos e com tecnológico Nasdaq a cair 0,22%.
Nos EUA, na sexta-feira foi conhecido o IPC (inflação) de janeiro, que desacelerou para 2,4%, enquanto a inflação subjacente se situou em 2,5%, contra 2,6% no mês anterior.
A inflação mais suave nos EUA reforça a perspetiva de cortes das taxas diretoras, da Reserva Federal dos EUA (Fed) no final do ano, segundo destacou o analista da IG Sergio Ávila, citado pela Efe.
A nível geopolítico, durante o fim de semana foi realizada a Conferência de Segurança de Munique, onde se certificou a necessidade de união e autonomia estratégica europeia, o que, por sua vez, implica fortes investimentos em setores estratégicos como defesa, tecnologia, cadeias de fornecimento.
Nesse sentido, a presidente do BCE, Christine Lagarde, defendeu a criação de "incentivos" no sentido de aprofundar a União do Mercado de Capitais, incentivos fiscais, redução da burocracia para que o investimento de capital permaneça na Europa, opondo-se à ideia de aplicar um imposto sobre as saídas.
Quanto aos metais preciosos, o ouro e a prata recuavam 0,29% e 1,03%, respetivamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava esta segunda-feira a recuar, com a onça a ser negociada a 5.005,08 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.335,09 dólares, em 29 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 76,9915 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 117,1580 dólares em 26 de janeiro.
No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em abril, recua para 67,62 dólares, contra 67,75 dólares na sessão anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, desce 0,21% para 62,62 dólares.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,746%, contra 2,754% na sexta-feira.
A bitcoin, depois da queda de 12% para 63.400 dólares em 05 de fevereiro, descia 0,45% para 68.545,40 dólares.
O euro descia para 1,1863 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1868 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
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