Bolsas europeias em baixa e o barril de petróleo acima de 100 dólares
Cerca das 08h55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,8% para 594,06 pontos.
As principais bolsas europeias abriram de novo em baixa, com quedas que não superam 1%, arrastadas pelo conflito no Médio Oriente e com o preço do petróleo a subir para mais de 100 dólares o barril.
Cerca das 08h55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,8% para 594,06 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,66%, 0,91% e 0,87%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 1,34% e 0,88%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a ceder 0,89% para 9.070,96 pontos.
As subidas dos preços do petróleo continuam a determinar o rumo dos mercados, apesar da maior libertação de reservas estratégicas da história realizada na última quarta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE), de 400 milhões de barris.
O encerramento do estratégico estreito de Ormuz devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão está a provocar interrupções de fornecimento e um aumento de preços em múltiplos mercados globais, não apenas do petróleo e do gás natural, mas também de matérias-primas como fertilizantes, enxofre, hélio, alumínio e outros fatores de produção para a indústria, segundo analistas e meios especializados citados pela Efe.
A isto somam-se as primeiras declarações públicas do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Kameneí, assegurando que o estreito de Ormuz continuará fechado como forma de pressionar o inimigo.
A esta hora, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia para 102,54 dólares, e o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, para entrega em abril, avançava para 97,53 dólares o barril.
O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, valorizava-se para 51,82 euros por megawatt-hora (MWh), contra 50,87 euros na quinta-feira.
O euro recuava 0,42% para 1,1438 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1573 dólares na quinta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
A instabilidade afeta também a queda dos metais preciosos, com o ouro a cair 0,75% e a prata a recuar 3,30%.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava esta sexta-feira a cair, com a onça a ser negociada a 5.069,68 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 81,95 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
A bolsa em Wall Street fechou em baixa na quinta-feira, com o Dow Jones a cair 1,56% e o Nasdaq a descer 1,78% e os futuros a esta hora apontam para quedas esta sexta-feira de 0,52% e de 0,60%, respetivamente.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, cedeu 1,16%, o índice de referência da bolsa de Xangai perdeu 0,82%, o da de Shenzhen caiu 0,65% e o Hang Seng de Hong Kong recuava 1,02% pouco antes do final da sessão.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,962%, um máximo desde outubro de 2023, contra 2,955% na quinta-feira.
A bitcoin sobe 2,02% para 71.598,1 dólares.
Na agenda macroeconómica do dia, destaca-se esta sexta-feira o dado da inflação em Espanha, que se manteve em 2,3% em fevereiro, a mesma taxa do mês anterior, devido à descida do preço da eletricidade, que compensou os aumentos de preços na restauração e alimentação, enquanto em França o IPC subiu três décimas.
Por outro lado, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registou crescimento em janeiro, depois de um aumento de 0,1% em dezembro passado e de 0,2% em novembro.
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