BPN: arguidos não querem falar

João Nabais afirmou que o crime já prescreveu.

04 de março de 2015 às 12:36
bpn, arguidos, joão nabais, arlindo carvalho Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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Decorre esta terça-feira a primeira sessão do julgamento do ex-ministro da Saúde, Arlindo Carvalho, o ex-presidente do BPN, Oliveira Costa, e outros arguidos, acusados de crimes de burla qualificada, fraude fiscal agravada e abuso de confiança. À exceção do empresário José Neto, sócio de Arlindo, nenhum arguido quer prestar declarações.

João Nabais, advogado de Arlindo Carvalho, afirmou em tribunal que o crime de fraude fiscal já prescreveu porque decorreram 5 anos desde que os arguidos, Arlindo Carvalho e José Neto, foram confrontados pelo Ministério Público.

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Este é um dos processos extraídos do dossier BPN, cujo julgamento principal se prolonga há mais de 3 anos, em Lisboa, com a inquirição de centenas de testemunhas. Os arguidos respondem por crimes relacionados com a aquisição de terrenos através de crédito obtido junto do BPN, num valor superior a 50 milhões de euros. A acusação sustenta que o ex-ministro da Saúde e o sócio José Neto revendiam os terrenos depois ao BPN, banco que acabou por ser nacionalizado em novembro de 2008, durante o Governo liderado por José Sócrates. O Ministério Público pediu uma indemnização civil de mais de 15 milhões de euros.

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