Brisa paga ponte militar na A14

Empresa não revela custos.

02 de maio de 2016 às 12:50
Brisa, ponte militar, A14, Maiorca, construção e obras públicas Foto: Paulo Novais/Lusa
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A Brisa assumiu os custos da colocação da ponte militar entre a autoestrada A14 e a EN 111, em acordo com a autarquia da Figueira da Foz, mas não revela os montantes da operação.

Em declarações aos jornalistas, à margem de visita às obras em curso de requalificação da passagem hidráulica que colapsou a 02 de abril e que levou ao corte da autoestrada na zona de Maiorca, Figueira da Foz, Franco Caruso, diretor de comunicação da Brisa, assumiu que a concessionária paga a ponte militar, mas o acordo com a autarquia "está entre as partes", não revelando os seus termos.

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"É um acordo privado", adiantou.

Na altura da derrocada, há precisamente um mês, o presidente da Câmara da Figueira da Foz estimou os custos da ponte militar em cerca de 40 mil euros e disse que o município iria imputar esse montante à Brisa.

Autarquia paga custos relativos às refeições dos militares

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Hoje, em declarações à Lusa, fonte da autarquia esclareceu que a Câmara Municipal paga os custos das refeições dos 25 militares envolvidos nas operações, estimados em cerca de sete a oito mil euros e que o restante - a instalação, há duas semanas, da ponte militar, os trabalhos necessários à montagem e manutenção da infraestrutura, os equipamentos envolvidos e a desmontagem quando a A14 reabrir - foi assumido pela Brisa.

A mesma fonte escusou-se, no entanto, a adiantar valores e os termos do acordo com a concessionária da autoestrada que liga a Figueira da Foz a Coimbra.

Já sobre eventuais indemnizações que possam vir a ser reclamadas por prejuízos diretos e indiretos dos utilizadores da A14, Franco Caruso argumentou que "será difícil" a responsabilidade ser atribuída à Brisa.

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"Será difícil, neste caso, haver uma responsabilidade diretamente atribuível à concessionária, porque teria de haver um nexo entre esses danos emergentes e a interrupção da autoestrada. A questão é uma questão jurídica e será respondida se e quando se colocar realmente", frisou.

Autoestrada reaberta na totalidade até ao final de maio

O responsável da Brisa disse ainda que na origem do aluimento da autoestrada A14 por colapso de duas passagens hidráulicas no rio Foja e também da degradação de outras passagens idênticas a dois quilómetros daquele local, na Vala Real, está "a combinação entre a solução construtiva que foi usada em 1992 pela Junta Autónoma das Estradas [no troço do antigo IP3, hoje A14] e os ciclos das marés e dos níveis de águas e caudais nesta rede" hidroagrícola.

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As intervenções na A14 estão a realizar-se na zona do aluimento, mas também na zona da Vala Real - onde o piso não abateu - junto à ponte militar que, entretanto, foi instalada para permitir o trânsito.

Outra situação, um caminho agrícola localizado entre as passagens hidráulicas do rio Foja e da Vala Real, com uma solução técnica em túnel, por debaixo da A14, utilizando o mesmo material metálico das tubagens que colapsaram, está identificada pela Brisa para ser intervencionada, adiantou Franco Caruso.

"Não representa risco e não tem a urgência que estas duas têm. Naturalmente faremos também a intervenção com a maior brevidade possível", garantiu.

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A Brisa anunciou hoje que a A14 reabre na totalidade até ao final de maio. Este prazo, a concretizar-se, estende por uma semana a data inicialmente prevista pela concessionária, que anunciou seis a sete semanas de obra logo após o incidente.

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