Cabeleireiro fecha portas e emigra para Inglaterra
Paulo Gonçalves tentou resistir à crise, mas a quebra na faturação obrigou o cabeleireiro de 36 anos a fechar portas e emigrar com a mulher e a filha mais nova.
Paulo fecha as portas do cabeleireiro hoje à tarde e dentro de uma semana vai integrar o grupo dos mais de 300 portugueses que diariamente emigra para fugir à crise.
Na rua do Mosteiro, junto à estação de comboios de Cucujães, Oliveira de Azeméis, já houve lojas de roupas, um minimercado, uma farmácia e um bar, mas só o café Coelho ainda resiste à crise.
"Com o aumento do desemprego os clientes começaram a evitar a ida ao barbeiro e cabeleireiro e a pedir para pagar mais tarde. Assim é impossível resistir e a única solução é fechar a porta e tentar a sorte num outro país", explica o cabeleireiro.
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