Capinha Lopes deve ao Fisco
A lista de devedores às Finanças inclui 8773 administradores de empresas. Advogados, economistas e futebolistas também estão identificados
Uma das principais personagens do processo Freeport está na lista de devedores ao Fisco. O arquitecto Eduardo Capinha Lopes está no grupo dos particulares que devem às Finanças entre 100 e 250 mil euros. Naquele processo, as autoridades policiais identificaram, nas contas das empresas de Capinha Lopes, depósitos provenientes de sociedades offshore no valor de sete milhões de euros.
A dívida de Capinha Lopes poderá estar relacionada com a insolvência da empresa Capinha Lopes – Multimédia, Produções Multimédia Lda.", que foi requerida pela Região de Turismo do Algarve. O CM tentou contactar Capinha Lopes, mas o arquitecto não se mostrou disponível para prestar declarações.
Mais de metade da lista negra de particulares com dívidas ao Fisco, que ontem foi actualizada, é composta por administradores e gerentes de empresas, mas dela também constam futebolistas – como é o caso do ex-jogador do Benfica e actual jogador do Palermo, Fabrizio Miccoli, que tem uma dívida que poderá chegar aos 250 mil euros – e até um comendador – José Maria Duarte Júnior (condecorado por Jorge Sampaio), que deve mais de um milhão de euros.
A lista negra tem agora mais 3098 nomes, num total de 24 318 faltosos, segundo o Ministério das Finanças. Desse universo, 8149 são empresas e 16 169 são pessoas singulares, que, com o seu património, vão pagar por dívidas fiscais contraídas por sociedades.
'REI GHOB' TEM DE PAGAR UM MILHÃO DE EUROS
Francisco Leitão, suspeito de ter assassinado duas raparigas e um rapaz na Lourinhã e que aguarda julgamento em prisão preventiva, também está na lista de devedores do Fisco.
O ‘rei Ghob’, como se intitula, está na lista negra no grupo de cidadãos que têm mais de um milhão de euros em dívidas fiscais por regularizar, mas o Estado teve de lhe nomear um advogado oficioso por não ter capacidade para pagar a sua defesa. O suspeito tem cadastro por fuga ao Fisco, entre outros crimes relacionados com a antiga actividade de venda de sucatas.
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