Carne de porco e uvas ajudam exportações para a China

Venda de suínos deverá avançar no início de 2019 e mercado também já ficará aberto à uva de mesa.

04 de dezembro de 2018 às 08:36
Foto: Reuters
Presidente chinês, Xi Jinping Foto: Reuters
Capoulas dos Santos, ministro da Agricultura Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos Foto:  Inês Gomes Lourenço

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A carne de porco e as uvas deverão dar um contributo às exportações portuguesas para a China, numa altura em que as vendas para aquele país estão em queda.

Após ter aberto o mercado chinês à carne suína portuguesa, o ministro da Agricultura vai aproveitar a visita do presidente chinês a Portugal para formalizar o acordo para a abertura do mercado à uva de mesa. Xi Jinping inicia esta terça-feira dois dias de visita de Estado a Portugal.

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As exportações portuguesas para a China têm vindo a abrandar até setembro, caindo para 512 milhões de euros, segundo dados do INE. São menos 17% do que em igual período do ano passado.

No que toca à carne de porco, o processo está já na reta final, com a certificação de documentos, e os operadores já estão a trabalhar entre si para estabelecer negócios. As vendas efetivas deverão começar no primeiro trimestre de 2019.

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Amanhã, o ministro Capoulas Santos vai assinar um protocolo com as autoridades chinesas para abrir também o mercado à exportação de uva de mesa.

Ao CM, o ministro Capoulas Santos explica que "é um grande mercado no qual Portugal tem especial interesse".

"Durante a visita realizada há cerca de um mês tive oportunidade de me encontrar com as autoridades chinesas, o que permitiu desenvolver um conjunto de diligências fundamentais para a conclusão destes processos e para a abertura de novos."

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Calendário da OPA independente da visita

O presidente-executivo da EDP garantiu esta segunda-feira que o calendário das autorizações de reguladores à OPA da China Three Gorges (CTG) não está dependente da visita do presidente Xi Jinping a Portugal.

"Quer a CTG, quer os reguladores estão a fazer aquilo que lhes compete", garantiu António Mexia. O gestor adiantou ainda que só decidirá "nos próximos dias" se voltará a pagar a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE).

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7230 milhões gastos entre 2010 e 2015

A China realizou investimentos em Portugal no valor de 7230 milhões de euros entre 2010 e 2015, muitos deles influenciados pelo programa de privatizações imposto pela troika. Há capital chinês na EDP, no BCP, na REN, na Fidelidade, na Luz Saúde e no antigo BESI, agora Haitong.

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