Cartas por correio azul atrasam-se

As cartas enviadas através de correio azul entre localidades do continente não cumprem "as metas mínimas" definidas e as cartas extraviadas também estão abaixo da meta prevista, alertou hoje a Deco Proteste. <br/><br/>

02 de novembro de 2010 às 11:36
CTT, Correio Azul, DECO Foto: D.R.
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Um estudo da Deco Proteste esta terça-feira revelado mostra que "os CTT não atingiram os objetivos de qualidade convencionados".

Em duas semanas, a Deco Proteste enviou mais de 10 mil cartas, trocadas entre 33 regiões, e "os resultados revelam uma demora de encaminhamento da correspondência abaixo dos objectivos e marcada por assimetrias regionais. O correio azul trocado no continente obteve os piores resultados e não cumpriu as metas mínimas", refere a associação de defesa do consumidor.

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"A pagar o mesmo preço, nem todas as zonas do território nacional acedem aos mesmos patamares de qualidade" aponta a Deco Proteste, acrescentando que esta situação "contraria os princípios do serviço universal".

Quanto ao tempo de entrega, 94,7 por cento das cartas enviadas em correio normal chegaram ao destino até três dias úteis após terem sido expedidas. Mais de 10 por cento das cartas enviadas a partir de Torres Novas, Torres Vedras e Ilha da madeira não chegaram ao destinatário nos três dias úteis seguintes, exemplificou a Deco Proteste.

Ao contrário, em Beja, Braga, Caldas da Rainha, Cartaxo, Ponta Delgada e Ilha Terceira foram "raros" os casos de atraso na recepção das cartas.

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Em termos globais, no estudo da Proteste, o correio azul revelou "mais fragilidades do que o normal", com 4,2 cartas extraviadas em cada mil, enquanto no correio normal foi de 3,2 por mil.

No que respeita ao tempo de entrega do correio azul, a Proteste detectou um "desempenho muito aquém do proposto" já que 88,2 por cento das cartas foram entregues no dia útil seguinte contra o objetivo de 94,5 por cento, ou seja, quase 12 por cento das cartas demoraram mais tempo que o previsto a chegar ao destino.

No ano passado, a Deco recebeu mais de 400 queixas e pedidos de esclarecimento relacionados com os correios e as reclamações mais frequentes são os atrasos na entrega e o mau atendimento nas estações.

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Segundo dados da Anacom, em 2009, o tráfego postal atingiu em Portugal quase 1200 milhões de objectos e mais de 900 milhões pertenciam à área reservada, assegurada pelos CTT, e acima de 250 milhões à área liberalizada. Nos últimos cinco anos, o tráfego postal registou uma redução superior a nove por cento.

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