Casinos vigiam clientes sortudos
Valores acima de dois mil euros obriga à identificação imediata.
Quem tenha a sorte de ganhar pelo menos dois mil euros numa noite de casino passa automaticamente a ser alvo de uma vigilância mais apertada. Apostas mínimas pelo mesmo valor ou até pedir fichas acima de dois mil euros passa a obrigar o jogador a mostrar identificação. As regras da União Europeia foram desenhadas para combater o branqueamento de capitais e entram em vigor no ano de 2017.
Segundo a diretiva europeia, no artigo 10, os donos dos casinos estão obrigados a apertar as regras de supervisão porque não só a identificação é feita antes de entrar nas salas de jogo, como ficará registada, e a veracidade do documento é comprovada. Para isto, pode ser pedido documentação adicional que comprove a identidade do jogador de casino. As regras preveem que as autoridades podem fazer inspeções- -surpresa para garantir que a diretiva está a ser cumprida.
Os casinos não compreendem as alterações à lei. Mário Assis Ferreira responsável do Casino Estoril e do Casino de Lisboa disse ao CM "que Portugal é pioneiro na prevenção no combate ao branqueamento". A Associação Portuguesa de Casinos ainda não reagiu a esta diretiva.
Os casinos tiveram receitas de 136 milhões de euros na primeira metade do ano, com as máquinas a responderem por mais de dois terços desse valor, com quase 110 milhões. A roleta americana aparece num distante segundo lugar, com 9,3 milhões de euros. O famoso blackjack deu apenas 4 milhões na primeira metade do ano. O Casino Estoril, com 68 milhões de euros, tem as salas de jogo mais lucrativas. Seguem-se, com 19,6 milhões, o Casino da Póvoa do Varzim e o Casino de Espinho.
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