CGD dá trezentos milhões ao Estado
O negócio entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o empresário Manuel Fino, que o primeiro-ministro disse só ter tido conhecimento na terça-feira de Carnaval, era público desde o dia 16, quando o banco do Estado o comunicou à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Vários jornais, entre os quais o CM, publicaram notícias sobre a renegociação das garantias dadas pelo empresário à CGD para comprar acções do Millennium/BCP. <br/><br/>
Ontem, durante a apresentação de resultados, a administração da Caixa desvalorizou a polémica criada à volta de Manuel Fino. Faria de Oliveira admitiu que o negócio "actualmente pode parecer arriscado, mas no futuro pode ser um bom negócio".
O presidente da CGD adiantou que a administração actuou "em defesa dos accionistas, dos clientes e da instituição", e manifestou-se indignado por ter sido "posta em causa a seriedade das pessoas e o seu rigor".
O banco do Estado fechou o ano de 2008 com um lucro líquido de 459 milhões de euros . Uma quebra de 46,4%, influenciada pelas perdas com activos financeiros (em particular com a ZON, com menos 262 milhões, e BCP, com menos 220 milhões). Em relação ao BPN, a administração da CGD disse que não existe qualquer impacto nas contas uma vez que se trata de financiamento totalmente garantido pelo Estado.
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