Cintra vendida

A venda da cervejeira de Sousa Cintra à Iberpartners foi consumada ontem, em Santarém, e o novo administrador, Jorge Armindo, prometeu relançar a marca no mercado, com novas estratégias de marketing e de penetração nos canais de distribuição.

03 de junho de 2006 às 00:00
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As cervejas Cintra são um produto “de qualidade, mas isso não basta, é preciso promover essa qualidade”, afirmou Jorge Armindo, em conferência de Imprensa, defendendo que a marca não conseguiu impor-se no mercado nacional, que caracterizou como um “duopólio que não cresce”. Agora, com outra aposta na promoção, embora sem “campanhas exageradas”, e na conquista de novos mercados sem esquecer os canais de distribuição nacionais, o novo administrador espera começar a obter dividendos do investimento em poucos anos.

Para já, o objectivo é esgotar em dois anos e meio a produção da fábrica de Santarém, iniciando depois o processo de duplicação da capacidade instalada, que agora é de 600 mil hectolitros por ano.

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No que respeita aos trabalhadores da fábrica, Jorge Armindo disse que o número de operários terá tendência para crescer, face às expectativas de aumento da produção de cerveja.

Os trabalhadores, que são 150, chegaram a temer o pior, já que a produção foi reduzida e esteve mesmo parada durante alguns meses, no Inverno, devido a dificuldades de comercialização.

A venda da cervejeira à Iberpartners incluiu um acordo de não concorrência com o empresário Sousa Cintra, que cede os direitos da marca em Angola, mas continuará a ter empresas do sector no Brasil.

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Jorge Armindo disse que vai ser o “rosto do projecto” de recuperação da cervejeira e contar com os accionistas: Vasco Pereira Coutinho, Esmeralda Dourado, António Bernardo, Joaquim, José Américo e António Amorim, Estela Barbot. O CEO será o empresário João Barbosa.

Um dos objectivos da empresa Iberpartners é “pegar em empresas em situações complicadas” e investir na sua recuperação, reforçando as competências de gestão e a formação de gestores. Em Portugal há “muitos bons projectos que correm risco de cair” porque o sistema financeiro “não sabe tratar destes casos”, defendeu o empresário.

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