Convite a Vara para a Caixa não partiu de Sócrates
Ex-administrador atira relações com o Governo para a figura de Santos Ferreira.
O ex-administrador da CGD Armando Vara, arguido na Operação Marquês, garantiu no Parlamento que o convite para a administração do banco público partiu de Teixeira dos Santos e não de José Sócrates, à época primeiro-ministro.
"Quem me convidou foi o ministro das Finanças", disse Armando Vara aos deputados, assegurando que "as relações com o Governo estavam a cargo de Santos Ferreira", presidente da Caixa. E se numa fase inicial, na resposta ao CDS, Vara afiançou que nunca teve "nenhum tipo de discussão nem com o ministro das Finanças, nem com membros do Governo sobre nenhum dossiê da Caixa", às respostas ao PSD o antigo gestor disse não se lembrar se alguma vez falou com Sócrates sobre o banco.
Vara rejeitou ainda a versão apresentada pelo ex-ministro Campos e Cunha sobre um almoço em que o antigo governante o terá abordado para a administração do banco e lhe terá indicado que Sócrates o gostava de ver na gestão da CGD. "Ele [Campos e Cunha] não me falou nada disso."
Já sobre a escuta em que Vara conversa com Laurentino Dias sobre o Autódromo de Portimão, o ex-gestor disse ser "um resumo" no qual não se revê. "E não me lembro de o tratar [Sócrates] por chefe."
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