Corrida em massa às vagas no Estado
Prazo para pedir a regularização arranca hoje e acaba a 30 de junho.
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2017-05-11_01_50.27 GrafReclamacoesBanca.pdfArranca hoje oficialmente o processo de regularização dos trabalhadores precários do Estado e a expectativa é tão grande que os sindicatos da Função Pública foram obrigados a disponibilizar telefones para atender pedidos de explicação de trabalhadores.
"A ansiedade é grande. Parece que toda a gente quer pedir a integração no mesmo dia. Estamos a dizer às pessoas que tenham calma, pois o processo só termina no dia 30 de junho", disse ao CM o líder da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP).
Também a associação Precários Inflexíveis prevê uma autêntica corrida à regularização. O dirigente Adriano Campos diz ao CM que a associação está a recolher requerimentos para fazer entregas coletivas. O requerimento de vínculo ao Estado pode ser feito em papel ou através da página na internet www.prevpap.gov.pt
A afluência é tanta que poderá afetar o sistema. Ontem, o primeiro-ministro garantiu que o processo é irreversível e só um "grande azar impedirá os precários de concorrer". E esse azar pode ser "uma falha informática, uma falha de energia ou um problema dessa natureza".
Segundo um levantamento do Governo, há no Estado 116 mil precários. Destes, 70 mil são contratados a prazo. Em condições de adquirir vínculo estarão cerca de 50 mil.
Incógnita sobre processo nas autarquias
O processo de regularização dos precários nas câmaras devia acontecer em paralelo com o da Administração Central. Contudo, de acordo com o dirigente José Abraão, "ninguém sabe em que situação está".
O CM sabe que a Câmara de Lisboa já está a fazer o levantamento dos seus precários.
Segundo um relatório do Governo, existem 23 990 trabalhadores precários nos 308 municípios do País: 4432 contratos a prazo, 5 772 prestação de serviços, 12 738 contratos de Emprego Inserção e 1048 estágios.
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