Créditos do BESA eram comunicados ao BES em Portugal
Sobrinho garante não ter falhado na comunicação com o BES em Portugal.
O ex-presidente executivo do BES desmentiu no Parlamento que tenha concedido crédito sem garantias e sem documentação contratual, garantindo que toda a informação sobre a carteira de crédito da instituição angolana era comunicada ao BES em Portugal.
"Reportávamos o balancete do banco para contabilidade, os grandes riscos para o departamento de risco global do BES e reportávamos os rácios de liquidez ao BES", assumiu Álvaro Sobrinho na comissão de inquérito ao BES.
O ex-banqueiro garantiu também que "os vinte maiores devedores eram todos reportados ao BES que depois reportava ao Banco de Portugal".
Álvaro Sobrinho explicou também que os financiamentos eram todos decididos num comité de risco do BESA. Desmentiu também os fatos que constam numa ata da assembleia geral do BESA, de 3 de outubro de 2013, que apontavam para a existência de 4,2 mil milhões de euros em crédito sem que os destinatários fossem conhecidos.
"A ata não é verdadeira", adiantou. Já sobre o facto de haver levantamentos em dinheiros, através de malas, ao balcão do BESA - também apontado na mesma ata - o ex-líder executivo do BESA disse tratar-se de "um absurdo". "Nem os bancos americanos têm tanto 'cash'".
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