Crescimento da economia mundial vai abrandar mas sem recessão à vista
Projeções do FMI vão ser revistas em baixa em face do impacto da guerra comercial em curso.
“As novas projeções de crescimento irão incluir reduções significativas, mas não recessão”, garantiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, antes das reuniões com o Banco Mundial. O relatório sobre as perspetivas para a economia mundial, que será divulgado na terça-feira, vai conter ainda “aumentos nas previsões de inflação para alguns países”.
Devido à guerra comercial em curso, “alguns setores em alguns países podem ser inundados por importações baratas, outros podem sofrer escassez”, explicou a diretora-geral do FMI. “O aumento das barreiras comerciais afeta o crescimento” e “o protecionismo corrói a produtividade a longo prazo, especialmente em economias menores”, vincou.
Estes alertas vão ao encontro da posição assumida pelo Banco Central Europeu (BCE), que baixou esta semana a principal taxa de referência para 2,25%. A presidente do BCE avisou que “a escalada nas tensões de comércio global vai provavelmente baixar o crescimento da Zona Euro e pode arrastar o investimento e o consumo”, mas considerou que “o impacto na inflação ainda não é claro”.
Já o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que “não haverá qualquer problema em chegar a um acordo com a União Europeia em matéria de direitos aduaneiros”, durante um encontro com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, na Sala Oval.
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