CTT com menos cartas lucram 29 milhões de euros
Encomendas e outros negócios - como a venda de lotarias - ajudam a compor resultados penalizados pela quebra na correspondência.
O correio tradicional caiu no ano passado 8,5 %, seguindo a tendência dos anos anteriores, sobretudo com a transferência das comunicações da banca, seguros e até do Estado para a era do digital.
Ainda assim, os lucros dos CTT ascenderam a 29,2 milhões de euros, um crescimento de 35,8% face a 2018, anunciou esta segunda-feira a empresa liderada por João Bento.
Os rendimentos operacionais de correio fixaram-se em 484,6 milhões de euros, revelando uma queda de 2,1% face ao ano anterior, sobretudo devido à descida no correio institucional e no correio azul.
A contrariar a queda esteve o correio internacional, que cresceu ajudado também pelas eleições de 2019, devido "aos envios associados ao processo das eleições legislativas no terceiro trimestre de 2019", segundo o comunicado dos CTT ao mercado.
Também a venda de lotaria e a cedência de espaços no interior das estações ajudaram o negócio dos CTT no ano passado. No âmbito do correio expresso e das encomendas, o tráfego registou um crescimento superior a 11%.
Os produtos de poupança – como certificados de aforro e do tesouro – deram uma forte contribuição para os resultados dos serviços financeiros, rendendo 34,1 milhões e aumentando mais de 40% face a 2018.
Numa altura em que continua a discussão em torno da privatização dos CTT, e em que terão de ser reabertas 27 estações até ao final do ano, segundo o ‘Público’, a empresa anuncia "a intenção de ser o novo concessionário do Serviço Universal".
Quanto ao banco CTT, captou em 2018 450 contas por dia, tendo fechado o ano com 461 mil. Os depósitos de clientes ascenderam a 1284 milhões, crescendo 45 % face ao ano anterior.
Perante os lucros, a proposta da administração é pagar em maio um dividendo de 0,11 euros por ação, mais 10% do que em 2018.
Pandemia dita fecho de 18 lojas e porta encerrada
Os CTT implementaram o atendimento à porta fechada, no âmbito de medidas de combate à propagação do novo coronavírus, e encerrar 18 lojas devido à ausência de colaboradores.
"Estão a ser implementadas medidas que visam minimizar os impactos na disponibilidade da rede de retalho e na distribuição postal, preservando a integridade dos trabalhadores", referem os CTT em comunicado.
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