Custos com combustível fazem lucro da International Airlines Group cair 16,2% para 2.264 milhões de euros até setembro

Taxa de ocupação dos aviões diminuiu 0,6 pontos, para 88%, compensada pelo aumento de 4,1% nas receitas de passageiros.

06 de novembro de 2026 às 11:38
Avião Foto: Pexels
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O grupo aéreo International Airlines Group (IAG) registou um lucro líquido de 2.264 milhões de euros, entre janeiro e setembro, menos 16,2% do que no período homólogo devido ao aumento do custo do combustível.

Segundo a informação divulgada esta sexta-feira pelo grupo, ao qual pertencem as companhias Iberia, British Airways, Vueling, Aer Lingus e Level, o aumento das receitas em 2,3%, para 25.808 milhões de euros, impulsionado pela subida dos preços dos bilhetes, não foi suficiente para compensar o impacto das perturbações e dos elevados preços do combustível.

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Só no terceiro trimestre o custo do combustível aumentou 30,4%, sendo que para o conjunto do ano, o grupo calcula que atingirá 8.900 milhões de euros, acima da previsão do primeiro semestre (8.300-8.600 milhões de euros).

A taxa de ocupação dos aviões diminuiu 0,6 pontos, para 88%, compensada pelo aumento de 4,1% nas receitas de passageiros.

O aumento das receitas deveu-se, sobretudo, aos voos de longo curso em todos os principais mercados do grupo, tanto no Atlântico Norte como no Atlântico Sul, e a previsão é de que a tendência positiva mantenha-se no quarto trimestre e em 2027.

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Já o mercado europeu revelou-se mais complicado devido ao elevado crescimento da capacidade da concorrência, o que levou a uma redução da capacidade de 1,2%, principalmente na Iberia e na Vueling, para proteger a rentabilidade, afirmou a empresa.

O grupo liderado por Luis Gallego explicou que as perspetivas, tanto para o resto do ano como para o início do próximo, são positivas e confia encerrar este exercício com uma margem de, pelo menos, 12%, graças, em parte, ao programa de redução de custos.

Até setembro, a margem situava-se nos 13,5%.

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A IAG iniciou a última fase (de 500 milhões de euros) do programa de recompra de ações no valor de 1.500 milhões de euros, que terminará no final de fevereiro de 2027.

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