Depósitos a prazo disparam apesar da descida de juros
Particulares fizeram, entre novos e renovações, depósitos a prazo no valor de 144,3 mil milhões de euros.
Os bancos continuam a pagar cada vez menos pelos depósitos a prazo, sobretudo até um ano. O que não impediu as famílias de aplicarem mais cerca de 40 milhões de euros por dia o ano passado nestes produtos bancários, o valor mais elevado dos últimos 22 anos.
A taxa media de juros dos novos depósitos das famílias caiu, num ano, 0,80 pontos percentuais ao passar de 2,16% para 1,36%, entre dezembro de 2024 e o mesmo mês de 2025, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal. Foi a sexta maior redução entre os países da área do euro, cuja média em dezembro de 2025 se fixou em 1,85%.
A descida da taxa de juro não afastou os particulares dos depósitos a prazo, que confiaram aos bancos, entre renovação de depósitos e novos depósitos a prazo, 144,3 mil milhões de euros, mais 14,7 mil milhões de euros do que em 2024, o valor mais elevado desde 2003, de acordo com o balanço agora divulgado pelo BdP.
A diminuição da remuneração média foi observada em todos os prazos. Nos novos depósitos até um ano, a taxa desceu 0,80 pontos percentuais, de 2,17%, em dezembro de 2024, para 1,37% em dezembro de 2025. Estes depósitos representaram 95% do montante total de novas operações de depósitos a prazo de particulares em 2025 (97% em 2024).
Já entre um e dois anos, a remuneração dos novos depósitos caiu 0,40 pontos percentuais, passando de 1,73% para 1,33%, no mesmo período de tempo.
Portugal registou a sexta maior redução da taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares entre os países da área do euro, o ano passado.
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