Dívida: IGCP mantém juros nos Certificados do Tesouro

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) anunciou esta quarta-feira que vai voltar a manter os juros dos Certificados do Tesouro no mesmo nível, justificando novamente com a falta de eficiência no mercado.

27 de abril de 2011 às 16:34
Instituto de Gestão do Crédito Público, IGCP Foto: Vítor Mota
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"O IGCP, após prévia autorização do membro do Governo responsável pela área das Finanças, determina com base no n.º14 da Resolução do Conselho de Ministros n.º40/2010, introduzir limitações às subscrições de CT, as quais, a partir do mês de Maio de 2011, e enquanto se mantiverem as condições de mercado, apenas poderão ser realizadas às taxas ilíquidas de juro anual garantindo de 6,8 por cento para uma aplicação a cinco anos, e 7,10 por cento para uma aplicação a 10 anos", diz a instrução publicada.

O documento, que serve de base a manutenção da decisão que já havia aplicado no mês passado, explica que "se mantêm os fundamentos que serviram de base" a essa decisão.

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Na altura, o IGCP anunciou que as taxas ilíquidas de juro anual se manteriam nos 6,8 por cento para uma aplicação a cinco anos e 7,1 por cento a 10 anos, sendo apenas alterada a taxa de juros distribuídos anualmente entre o primeiro e o quinto ano de subscrição, tal como acontece este mês.

Assim, esta última taxa é actualizada de 1,95 para 2,1 por cento, na mesma proporção que aumentou de Março para Abril.

A justificação dada pelo instituto que gere a dívida pública portuguesa para congelar as taxas devia-se ao estado "disfuncional" dos mercados, afirmando que "os mercados de BT [Bilhetes do Tesouro] e de OT [Obrigações do Tesouro] não estão a funcionar de modo eficiente", porque os preços no mercado destes instrumentos nas plataformas eletrónicas "não correspondem à realização efectiva de transacções".

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