Dolce Vita Monumental está falido
Segue o destino dos congéneres do Porto, Vila Real e Coimbra.
O centro comercial Dolce Vita Monumental, em Lisboa, está falido e vai ser posto à venda, seguindo o destino dos congéneres do Porto, Vila Real e Coimbra, também detidos pelo grupo espanhol Chamartín, disse à Lusa o administrador de insolvência.
De acordo com Jorge Calvete, o processo do Monumental (que inclui um complexo de escritórios) está "numa fase mais atrasada" do que os restantes - os anúncios de venda dos Dolce Vita do Porto e de Vila Real foram publicados esta semana, enquanto o Dolce Vita Coimbra deverá chegar ao mercado nos próximos dias - e decorrem ainda as "avaliações e reavaliações" do respetivo património, mas "o destino é a venda".
"Não havendo plano de recuperação, os credores já deliberaram que vai para liquidação", afirmou, referindo-se à decisão da assembleia de credores realizada no passado dia 12 de março no Tribunal de Comércio de Lisboa, que se seguiu à sentença de declaração de insolvência da Monucontrol - Sociedade Imobiliária do Monumental, proprietária do Dolce Vita Monumental, proferida em 30 de dezembro de 2014.
Segundo se lê no relatório do administrador, os créditos sobre a Monucontrol reconhecidos em sede de insolvência ascendem a perto de 79,134 milhões de euros, sendo o principal credor - tal como nos processos do Dolce Vita Porto e Vila Real - a LSREF3 Octopus Investments, sociedade que pertence à norte-americana Lone Star, com quase 44 milhões de euros reclamados (dos quais 41 milhões são crédito garantido por hipoteca).
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