Duelo entre viúva e ‘ex’ trava acordo
A reviravolta na divisão da herança de Horácio Roque, num momento em que a viúva e as filhas do fundador do Banif estavam prestes a chegar a um acordo de partilha, é motivado pela intromissão de Fátima Roque – a primeira mulher – no processo de divisão dos bens. <br/><br/>
Paula Caetano, a última mulher do empresário que morreu há pouco mais de um ano, avançou com uma acção judicial em que exige 20 milhões de euros às filhas do empresário, segundo avançou o ‘Jornal de Negócios’. O objectivo é acautelar os bens que lhe foram deixados em testamento, depois de a primeira mulher do banqueiro, e a única com a qual se casou, ter accionado um processo em que exige parte da herança, apurou o CM junto de fonte conhecedora do caso.
O CM sabe que as herdeiras únicas do empresário, Teresa e Cristina Roque, tinham praticamente concluído um acordo de partilha da herança com Paula Caetano. Contudo, a viúva viu--se confrontada com o facto de o prazo judicial para apresentar a reclamação de bens estar a terminar. Por isso, e para evitar ser prejudicada pelo processo accionado por Fátima Roque, a também antiga secretária do banqueiro optou pela via legal. A iniciativa apanhou de surpresa as herdeiras e o Grupo Banif, que se vê enredado na disputa. "Isto salpica a marca", admitem ao CM fontes do banco, reconhecendo que a conturbada divisão dos bens está a motivar dúvidas de clientes e trabalhadores. "Os clientes interrogam-se e os próprios empregados também." Mas garantem que o diferendo "não afecta o funcionamento".
Fora do Banif, o duelo entre as duas mulheres também merece críticas. "[Horácio Roque] foi um homem que se fartou de trabalhar, deixou um extenso património e devia haver um pouco mais de respeito pela sua memória", adianta ao CM um amigo, que prefere o anonimato.
BANIF DEVERÁ VER OS LUCROS DO SEMESTRE CAÍREM
O tempo é de crise e escassez de crédito, por isso o Banif não é excepção e deverá ver os lucros do primeiro semestre recuarem em relação ao valor obtido no mesmo período de 2010. Ao que o CM apurou, os números deverão ser apresentados à CMVM nos próximos dias, estando apenas a ser ultimada a contabilização de algumas operações. O CM sabe que os períodos mais apertados de liquidez para o Banif já passaram, uma vez que o banco não tem qualquer vencimento de dívida até final do ano.
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