Emissão de dívida pública atinge níveis recorde na OCDE em 2025

Foi o maior aumento anual desde a pandemia, impulsionado em parte pela desvalorização do dólar americano face ao euro e à libra esterlina.

04 de março de 2026 às 12:18
Economia Foto: Getty Images
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A emissão de obrigações soberanas e o volume em circulação atingiram níveis recorde na área da OCDE em 2025, com as necessidades de refinanciamento a representar a maior parte do endividamento bruto, concluiu um relatório da organização divulgado esta quarta-feira.

O endividamento público nos países da OCDE continuou a crescer em 2025 e espera-se que aumente em 2026, sendo que o montante pendente de dívida pública atingiu o recorde de 61 biliões de dólares (cerca de 52 biliões de euros), uma subida face aos 55 biliões registados em 2024, segundo o Global Debt Report 2026.

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Foi o maior aumento anual desde a pandemia, impulsionado em parte pela desvalorização do dólar americano face ao euro e à libra esterlina.

"As elevadas necessidades de financiamento, combinadas com a diminuição da procura por títulos de longo prazo e a maior perceção de risco, contribuíram para prémios mais altos e curvas de juros mais acentuadas", indicou a OCDE.

Muitos países estão a reequilibrar as emissões para vencimentos mais curtos para "limitar a exposição a custos de financiamento de longo prazo mais altos, embora isso aumente os riscos de refinanciamento", alertou a organização.

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Segundo a OCDE, a combinação de emissões recorde, o papel crescente de participantes alavancados no mercado e elevada incerteza política "aumenta a vulnerabilidade dos mercados a episódios de volatilidade acentuada".

A organização prevê que o aumento dos pagamentos de juros, os défices orçamentais persistentes e a queda da inflação elevem o rácio da dívida no Produto Interno Bruto (PIB) da área da OCDE em 2026.

O rácio da dívida aumentou na maioria dos países da OCDE em 2025, mas diminuiu em Portugal, que foi um dos Estados onde o peso da dívida no PIB mais caiu desde o início da pandemia, em 2020.

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