Empresa de Proença-a-Nova com prejuízos de 2 milhões de euros devido ao mau tempo
Cinco outras empresas tiveram de interromper atividade.
Uma empresa situada no Parque Empresarial de Proença-a-Nova (PEPA), no distrito de Castelo Branco, teve prejuízos de cerca de dois milhões de euros na estrutura e equipamentos e cinco outras tiveram de interromper atividade.
Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), Ana Palmeira de Oliveira, sublinhou que este é um levantamento ainda muito preliminar.
"Estamos a fazer o levantamento das necessidades dos nossos associados de maior risco. Cada caso é um caso. Há alguns totalmente devastados, outros com incapacidade para retomar a laboração e outros ainda sem capacidade para recuperar", disse, referindo que os setores agrícola e pecuária são os mais impactados pela passagem da depressão Kristin no território.
No PEPA, há ainda duas carpintarias com danos avultados, perdas significativas de produção num aviário local, uma empresa de reparação automóvel com danos significativos nos carros dos clientes e existem ainda cinco empresas com a sua atividade produtiva interrompida.
Já em Castelo Branco, os principais danos materiais registados pela AEBB junto dos seus associados verificam-se ao nível de painéis fotovoltaicos e das estruturas, nomeadamente painéis de coberturas que "condiciona parcialmente a atividade de algumas empresas".
"Não existe reporte de empresas com interrupção de atividade a não ser um estabelecimento comercial de grande dimensão na zona industrial [Castelo Branco] que sofreu destruição completa de fachada e cobertura".
Há ainda a registar empresas agrícolas de olival de grande dimensão com perdas avultadas de árvores e ao nível da pecuária os danos são de alguns armazéns e barracões não havendo registos de animais mortos.
No concelho de Vila Velha de Ródão, os principais danos materiais em empresas registam-se ao nível de coberturas e fachadas, sendo que o setor do papel "foi bastante afetado".
"Os parques fotovoltaicos empresariais estão muito destruídos. Numa das empresas do setor papeleiro metade do parque foi destruído", refere.
Também no sector agrícola/pecuário registam-se perdas significativas de produção.
Em Oleiros, até ao momento, a AEBB tem apenas identificada uma empresa com danos em painéis fotovoltaicos e não estão identificadas empresas com interrupção de atividade.
Já na Sertã há diversas estruturas danificadas, nomeadamente ao nível das coberturas: "Duas empresas identificadas com prejuízos mais avultados que condicionou a sua atividade e em Vila de Rei, os danos materiais em empresas são sobretudo ao nível de coberturas e estruturas. "Existem algumas empresas sem condições para laborar".
Segundo a associação empresarial, as companhias de seguros "estão a ser céleres e estão a aceitar orçamentos para suportar as indemnizações para realização posterior da obra", o que facilita a liquidez das empresas.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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