Empresa têxtil encerra

Uma decisão do Tribunal de Gaia de ordem de despejo encerrou anteontem a fábrica de confecções têxtil Vissuto, em Paredes. A unidade de produção emprega 200 trabalhadores, todavia o seu encerramento pode levar ao fecho de outras empresas.

19 de maio de 2005 às 00:00
Empresa têxtil encerra Foto: João Carlos Malta
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“Esta é a empresa mãe, há mais quatro fábricas que dependem desta, que empregam mais dois mil trabalhadores”, disse ao CM, Sónia Couto, 25 anos, trabalha na unidade fabril há nove.

Na origem do encerramento está uma desavença entre dois sócios, Manuel Sousa e Fernando Machado. “Estamos nesta situação por causa de tricas entre os dois patrões”, disse Sónia Couto.

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Os trabalhadores não compreendem a situação. A empresa , abastece lojas como a Zara e a Massimo Dutti, e tem bastantes pedidos de encomenda. “Numa fase em que a economia está em crise, a nossa empresa estava a crescer e a ganhar mercado. Isto é incompreensível” , disse Sónia. Os trabalhadores permaneceram junto à fábrica, todo o dia de ontem, para impedir que as máquinas saíssem.

Estes trabalhadores contribuem para o agravamento do desemprego que aumentou no primeiro trimestre de 2005 para 7,5%. Actualmente 412,6 mil pessoas estão desempregadas.

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