ESTADO ADIANTA DINHEIRO A DESPEDIDOS
A CGTP vai exigir que o Estado adiante dinheiro a trabalhadores despedidos, sempre que acabe o prazo legal para pagamento de salários em atraso e indemnizações. Esta é uma das medidas propostas ontem pela União de sindicatos de Lisboa (USL) e pela CGTP no encontro de trabalhadores credores do patronato, que reuniu mais de 500 pessoas na Casa do Alentejo.
O valor global da dívida é de cerca de 107 milhões de euros. Este montante abrange 291 empresas e cerca de 20 mil trabalhadores na região de Lisboa.
“ Esta situação é um escandalo, estes créditos, são alimentícios, servem para satisfazer necessidades básicas”, alertou, ontem, Carvalho da Silva.
O País precisa de medidas de higiene”, acrescenta o responsável da CGTP.
“ Esta é uma situação que só acontece em Portugal”, afirmou Arménio Carlos, representante da União de Sindicatos de Lisboa (USL). Estes organismos exigem ainda o pagamento de juros aos trabalhadores e o aprofundamento da investigação criminal nos casos de declaração de falências duma empresa.
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