“Evitámos as multas”
Carlos Pimenta, especialista em energias renováveis sobre o papel deste sector no cumprimento das emissões de CO2.<br/>
CM – O nosso País tem saldo positivo nas quotas de emissão de C02. Qual foi o contributo das energias renováveis?
Carlos Pimenta – São responsáveis por não termos atingido as quotas de emissão definidas para a União Europeia, na sequência do protocolo de Quioto. O excedente pode ser vendido, pelas empresas e pelo Estado, rendendo muitos milhões de euros, e, sobretudo, evitámos as multas.
– Este resultado ainda pode ser melhorado?
– Não pode ficar só pelas renováveis. É preciso apostar no sector dos transportes, na eficiência energética e no aquecimento. E não investir na energia de baixa produção é um crime público, é de um País que não se sabe governar.
– É verdade que há um ataque às renováveis?
– Há. Por parte de outras tecnologias, como a nuclear. Mas é um ataque injusto e injustificado. Em 2003, importávamos 86% da energia e hoje apenas 75%. Em 10 anos poupámos 11%, sobretudo devido às energias renováveis. É notável. É um esforço fantástico.
– Mas o Governo suspendeu os novos licenciamentos.
– Não faz sentido e espero que voltemos rapidamente ao caminho das energias renováveis porque não há outro.
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