Ex-Scut rendem mais 20 milhões
Receitas não cobrem custos administrativos.
As receitas de portagens das ex-Scut continuam a aumentar mas ainda não cobrem a totalidade dos custos, de acordo com dados divulgados ontem pela Estradas de Portugal. No ano passado, as receitas atingiram 223,3 milhões de euros, mais 20 milhões de euros do que em 2013.
As receitas já aumentaram mais de 38 por cento desde que foram introduzidas portagens nas ex-Scut em 2012.
Em 2014, a concessão que mais cresceu foi a da Via do Infante, ao aumentar as receitas para 28,2 milhões de euros, quase mais 20 por cento do que em 2013. Uma subida que a Estradas de Portugal atribui não só ao aumento de tráfego mas também ao nível de cobrança alcançado "junto dos condutores de veículos de matrícula estrangeira".
Também a concessão da Beira Interior registou um aumento superior a 15 por cento, ao passar de 42,4 milhões de euros para 45,4 milhões.
A ‘recordista’ das receitas continua a ser a ex-Scut da Beira Litoral, com valores superiores a 45 milhões de euros, o que representa um crescimento de 7,1 por cento.
Apesar do crescimento das receitas, a agora denominada Infraestruturas de Portugal – resultante da fusão entre a Estradas de Portugal e a Refer – garante que as portagens ainda não cobrem a totalidade dos custos administrativos e de manutenção das vias. A taxa de cobertura era, no primeiro semestre de 2014, de cerca de 25 por cento. Em algumas autoestradas, no entanto, o valor é substancialmente superior.
É o caso da Via do Infante (A22), em que as receitas cobriram 53 por cento dos custos, ou seja, continua a ser o Orçamento do Estado a pagar os restantes 47 por cento.
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