Existem mais passageiros no metro mas menos lugares
Lisboa transportou 43,6 milhões de pessoas no Metro. No Porto foram outros 17 milhões.
Os portugueses viajaram mais de metro entre julho e setembro, mas a oferta dos serviços não avançou ao mesmo ritmo. Foram transportados 64,6 milhões de passageiros, um aumento homólogo de 12% que reflete a descida do preço dos passes nas duas áreas metropolitanas.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem perceber que, neste transporte, "a oferta de lugares por quilómetro aumentou 2,5% no terceiro trimestre de 2019", um ritmo inferior à subida da procura. O Metro de Lisboa foi o que transportou mais passageiros: 43,6 milhões entre julho e setembro, mais 8,2%. No Metro do Porto o aumento da procura foi mais acentuada, de 17,5%, para 17 milhões de passageiros.
Mas foi no Metro Sul do Tejo que a adesão mais subiu no espaço de um ano: 38,4%, num total de 3,9 milhões de pessoas.
O INE destaca que o "novo sistema de passes" se refletiu também na procura dos comboios suburbanos. A variação foi de 32,2%, para 42,6 milhões de passageiros no terceiro tremeste. Aqui, tem havido queixas devido às supressões e à falta de espaço nas composições.
A subida da procura sente-se ainda no transporte fluvial. Dos 7,1 milhões de passageiros transportados, 4,9 milhões fizeram-no no Tejo, também englobado pelos novos passes. Aí, a procura cresceu 12,1%.
Quase 19 milhões aterraram em Portugal
Foram 18,8 milhões os passageiros a aterrar nos aeroportos portugueses entre julho e setembro. Segundo os últimos dados do INE, o valor representa uma subida de 6,6% em termos homólogos.
Praticamente oito em cada 10 passageiros eram de nacionalidade estrangeira, mostram os dados. Lisboa foi responsável por quase metade deste total, com 9,2 milhões. Já o Porto teve o maior crescimento, de 11,4%, para 3,9 milhões de passageiros.
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SAIBA MAIS
68 856 aviões aterraram nos aeroportos nacionais entre julho e setembro, o período de maior procura turística: mais 6081 do que o registado entre abril e junho.
Mercadorias em queda
À exceção do transporte aéreo, reduziram-se os movimentos de mercadorias no País durante o terceiro trimestre. Nos portos, a quebra foi de quase 13%.
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