Exportações sobem 2,9% e importações aumentam 5,3% até agosto
Défice comercial agravou-se em 2.450 milhões de euros, para 24.424 milhões.
As exportações de bens aumentaram 2,9% e as importações subiram 5,3% até agosto, em termos homólogos, levando a um agravamento do défice comercial em 2.450 milhões de euros, para 24.424 milhões, avançou esta sexta-feira o INE.
Segundo as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), se excluídas as transações TTE (com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, sem transferência de propriedade), regista-se um crescimento "mais expressivo" quer nas exportações, quer nas importações, respetivamente de 6,7% e 8,6%.
Considerando apenas o mês de agosto, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de 6,8% e 2,8% (7,8% e 0,7% em julho de 2026).
Quando excluídas as transações TTE, o aumento acentua-se em ambos os fluxos: 11,6% nas exportações e 7,7% nas importações (8,2% e 5,7%, respetivamente, em julho de 2026).
Com as exportações a crescerem mais do que as importações em agosto, o défice da balança comercial de bens recuou 115 milhões de euros face ao mesmo mês de 2025, situando-se em 2.991 milhões.
No entanto, quando excluídas as TTE, o défice comercial agravou-se em 47 milhões, para 3.024 milhões de euros.
Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 2,8% (após 5,5%, em julho), evidenciando um crescimento mais moderado do que o total da economia.
Segundo o INE, "esta diferença deveu-se ao forte crescimento das exportações desta categoria de produtos em agosto (61,7% face ao período homólogo), refletindo aumentos de volume (17,5%) e, principalmente, de preço (37,7%)".
Excluindo combustíveis e lubrificantes, as importações aumentaram 0,5% em agosto (-2,8%, em julho de 2026), sobretudo devido à subida dos preços destes produtos (50,2%), já o volume recuou 17,8%.
Por categorias de produtos, para além dos combustíveis e lubrificantes, destacaram-se em agosto os aumentos das exportações de máquinas e outros bens de capital (16,7%) e de fornecimentos industriais (6,5%).
O único decréscimo ocorreu no material de transporte (19,1%), sobretudo de automóveis de passageiros.
Já nas importações, para além dos combustíveis e lubrificantes, destacou-se o acréscimo das importações de máquinas e outros bens de capital (16,7%).
Em sentido contrário, as importações de fornecimentos industriais diminuíram 8,6%, refletindo, em grande parte, a diminuição de transações TTE de produtos químicos provenientes, sobretudo, da Irlanda. Excluindo estas transações, os fornecimentos industriais aumentaram 7,7%.
Entre os principais países parceiros comerciais de 2025, destacou-se, em agosto, o acréscimo das exportações para a Espanha (11,2%), refletindo sobretudo a evolução das transações dos fornecimentos industriais, e para os Países Baixos (+46,8%), nomeadamente de combustíveis e lubrificantes e fornecimentos industriais.
Em sentido contrário, destacaram-se as exportações para os EUA, com um decréscimo (28,5%) que o INE atribui, em grande parte, à diminuição de transações TTE de produtos químicos.
Já nas importações, salienta os acréscimos das importações de Espanha (8,1%), maioritariamente de combustíveis e lubrificantes, e também o aumento da China (27,3%), principalmente transações de máquinas e aparelhos.
O INE destaca ainda a Irlanda, com uma "diminuição significativa" (75,9%), correspondendo, essencialmente, a fornecimentos industriais, sobretudo TTT de produtos químicos.
Em cadeia, as exportações diminuíram 28,4% em agosto (com e sem TTE), enquanto as importações caíram 20,2%, mas se excluídas as TTE o decréscimo foi ligeiramente menor (19,9%).
Em agosto foram os fornecimentos industriais que mais contribuíram para o desagravamento do défice, enquanto os combustíveis e lubrificantes representaram 14,8% do défice mensal.
O índice de valor unitário (preços) das exportações manteve o crescimento iniciado em março, com uma variação homóloga de 6,8%, e nas importações registou a quinta variação homóloga positiva consecutiva (5,1%).
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