Família Soares com Jardim Gonçalves
A família Soares, accionista do Millennium/BCP, foi representada na última Assembleia Geral do banco pelo administrador Filipe Pinhal que apoia Jardim Gonçalves. Mário Soares foi responsável pelo regresso de Jardim Gonçalves a Portugal (o banqueiro trabalhava em Espanha, no Banco Popular), para a administração do Banco Português do Atlântico.
O Colégio Moderno, que é propriedade da família Soares, possuía 12 885 títulos da instituição financeira, enquanto Maria Barroso, esposa de Mário Soares, controla 79 281 acções e a Fundação Mário Soares tem 2.659 acções. No total são 94 825 títulos, que representam apenas 0,002 por cento do BCP.
Também os ex-ministros das Finanças, Miguel Cadilhe e Miguel Beleza estiveram representados na Assembleia Geral de dia 6, apoiando ambos Jorge Jardim Gonçalves.
Entretanto, o banco já desvalorizou 13,4 mil milhões de euros (quase dez por cento da riqueza produzida durante um ano em Portugal) desde o final do mês de Junho, altura em que as acções se cotaram nos 4,20 euros. Ontem, os papéis do BCP fecharam nos 3,27 cêntimos.
A família Soares possui 94.825 títulos do BCP. Maria Barroso tem 79.281 acções, a Fundação Mário Soares tem 2.659 acções e o Colégio Moderno, também propriedade do ex-Presidente da República tem 12.885 títulos. A família Soares está alinhada com a estratégia de Jardim Gonçalves.
TEIXEIRA PINTO ABANDONA O OPUS DEI
O presidente executivo do Conselho de Administração do BCP abandonou o Opus Dei, noticiou ontem a revista ‘Sábado’. O abandono da prelatura pessoal da Igreja Católica – fundada em 2 de Outubro de 1928, pelo beato Josemaria Escrivá de Balaguer – já terá sido comunicada aos responsáveis da Obra, terminando uma relação de 20 anos que terá começado antes dos tempos da Universidade.
Recorde-se que Jardim Gonçalves, Pedro Teixeira Duarte e Mota Amaral são alguns dos membros mais destacados do Opus Dei.
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