Famílias desanimam com ligeiro crescimento da economia

Instituto Nacional de Estatística revela que o indicador de confiança dos consumidores portugueses diminuiu em agosto.

30 de agosto de 2025 às 01:30
Portugueses pessimistas em relação à economia Foto: Direitos Reservados
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A economia cresceu no segundo trimestre do ano 0,6%, revelou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), após no primeiro trimestre de 2025 o Produto Interno Bruto (PIB) ter caído 0,4%. Em comparação com o período homólogo também há um crescimento de 1,9%. Estes resultados são motivados pelo aumento da procura interna, como os gastos das famílias, das empresas e do Estado.

Apesar de os dados do INE mostrarem alguma compensação de valores neste trimestre face ao anterior, a economia está praticamente estagnada desde o final do ano passado, com o PIB a avançar apenas 0,2%. No mês de agosto as famílias portuguesas ficaram mais pessimistas, relativamente à atividade económica, com o indicador de confiança a cair de -15,1 para -17,5. “O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em agosto, após ter aumentado no mês anterior e estabilizado em junho”, refere o INE. A explicar esta evolução (-2,4 pontos) está o “contributo negativo das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do País, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes”.

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Sobre as expectativas dos agentes económicos para o futuro próximo, segundo o INE e o Eurostat, a previsão é que se mantenha uma estagnação, não só em Portugal, como também na União Europeia. Também as empresas esperam uma estagnação, apesar de um aumento ligeiro de otimismo com o indicador do clima económico, que subiu apenas uma décima, de 2,8% para 2,9%.

É de recordar que os objetivos que o Governo de Luís Montenegro traçou para o crescimento da economia nacional é de 2,4% do PIB. Um valor superior ao que instituições como o Banco de Portugal, a OCDE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou Comissão Europeia apontam (de até 2%). 

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